terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Uncharted Drake's Fortune



Este é um daqueles jogos que me remete a boas lembranças de excelente jogos que jogava em minha infância ou de algum filme da sessão da tarde. Uncharted Drake's Fortune é um titulo exclusivo do PS3, lançado pela Naughty Dog (a mesma do Crash), e traz a tona histórias como as de Indiana Jones, Lara Croft e Pitfall. 

O envolvente enredo de Uncharted se passa em torno de Nathan "Nate" Drake, um corajoso, irônico e inconsequente caçador de tesouros que percorre os quatro cantos do mundo em busca de um tesouro encontrado pelo Corsário Inglês Sir Francis Drake, (possível antepassado de Nate) que viveu durante o século XV. Durante a história Nate tem auxílio de dois carismáticos coadjuvantes Victor "Sully" Sullivan, que é um homem mais velho e encrenqueiro, e que quando mais novo era um caçador de tesouros e antiguidades assim como Nate, e também da bela, curiosa e corajosa jornalista Elena Fisher que documenta tudo com sua inseparável câmera e trabalha para um canal de tv que patrocina as expedições de Nate, além disso Elena divide seu tempo no game em ser ajudante e donzela em perigo. Alguns clichês ali outros aqui mais quem importa, isto que dá um tom nostálgico a trama.
Nate e Sullivan
A maioria do game Nate segue sozinho, mais os demais personagens aparecem em partes pontuais da história, e a presença deles é algo que com certeza irá te ajudar e muito. Simplesmente porque Nate está atrás de um grande e antigo tesouro, e como aprendemos em Indiana Jones um tesouro atrai bastante a cobiça dos sacripantas de plantão, e em Uncharted  a história segue bem este roteiro.


 Logo no início do game encontramos Nate e a jornalista Elena em um barco em meio ao oceano alçando do fundo do mar um caixão que seria do antepassado de Nate, mais ao abrir a urna não há nenhum corpo presente, Drake simulou a própria morte e dentro do caixão colocou uma importante pista de onde encontrar  tesouro, logo após este acontecimento, o barco de Drake é atacado por malfeitores que desconfiavam que Nate havia descoberto o cobiçado tesouro, e dai a aventura começa. Esta parte do jogo é bem tranquila, os inimigos não são muitos e as armas deles são pistola 9 milimetros (a mais fraca do jogo). Digamos que esta parte é para o jogador aprender os comandos e se adaptar a jogabilidade, e a jornalista lhe ajuda bastante, e ao decorrer do jogo lhe ajudará em partes sufocantes, assim como Sullivan.
Nate e Elena em uma cena de ação

O jogo se passa em sua maior parte em uma ilha misteriosa e paradisíaca próximo as Américas Central e do Sul. Os cenários são de uma mata totalmente preservada com lindas cachoeiras, praias e ruínas exuberantes, tudo isto em um gráfico quase foto-realista de tirar o folego do jogador. Certas cenas do jogo a riqueza de detalhes é tão grande que o jogador se perde em meio a um tiroteio para admirar o cenário. A folhagem, o balanço e reflexo das águas a luz do sol passando entre a copa das arvores tudo isto foi muito bem representado neste game além de possuir uma física muito boa, por exemplo, se Nate entra em um riacho e molha só as pernas, quado sair da água apenas as pernas estarão com aspecto molhado.
Cenários deslumbrantes, quase foto-realista
A jogabilidade deste game é muito boa para não apelar para o excelente. Quando se joga Uncharted, temos a sensação de estar-mos aproveitando o melhor utilizado de algumas grandes franquias como Assassins Creed, Price of Persia, Tomb Raider, uma pitada de Gears of War e o suspense de Resident Evil na ultima parte do game. Em algumas partes requer o uso do sistema Sixaxis (sistema de movimentação do dualshock 3), para se equilibrar em algum tronco sobre o rio ou abismo, e necessário o uso da movimentação do controle, para lançar alguma granada também requer este tipo de movimentação.
Para se movimentar em cima de troncos é necessário o uso do Sixaxis
As cenas de tiroteio são realmente bastante divertidas, a mira do game é no estio "por cima dos ombros" o que de fato é algo muito bom, ainda assim você pode escolher sobre o ombro direito ou esquerdo. Algumas armas possui a possibilidade de se aproximar ainda mais, lembrando que este benefício é restrito as armas de precisão. Nate não possui life, mais como em FPS em Uncharted o life fica por conta do numero de tiros você sofre e o dano fica explicito quando a tela vai perdendo cor ficando em preto e branco com manchas vermelhas simulando sangue nas quinas da tela.


Além de cenas de tiros temos cenas de luta, elas são necessárias quando não há munição já que Nate como um ser humano qualquer pode carregar apenas duas armas, sendo uma leve no coldre e outra pesada nas costas além de suporte para 4 granadas, mais você pode escolher das armas que caem de algum inimigo morto. As cenas de luta não são tão boas como as de tiros, mais nada que comprometa, o que dificulta mais e não deixa de ser legal     é que se você estiver em meio a um tiroteio for para a luta e houver mais de um inimigo atirado em sua direção, você continua sofrendo dano do mesmo jeito, ou seja, o jogo não para só porque você está lutando.
Cenas de luta, não são tão boas quanto as de tiro, mais não chegam ser ruins
Nate não é muito resistente a tiros, algo que se torna positivo, já que não usa nenhuma proteção como colete, armadura, ou capacete aprova de balas. Os inimigos são relativamente espertos, costumam atacar pelos flancos e esconder dos tiros, mais o nível de resistência deles sobem ao decorrer das fases, no início são apenas capangas relativamente despreparados, mais adiante aparece uma espécie de grupo de elite fortemente armado e equipado mais nada que headshots resolva.


O jogo possui alguns quebra-cabeças, mais nada muito complicado, ainda á um agravante que facilita bastante é o mapa de Nate que é uma espécie de manual para se resolver os desafios.


Algumas cenas de ação do game são de tirar o fôlego como perseguições de carros no meio da selva e a beira de um precipício, Fugir de tiroteio a bordo em um jetski contra uma forte correnteza. Outro aspecto legal de se destacar são os cortes de cena e mudança de fase sem loading, isto se torna o jogo fluente e ainda mais agradável, o que te faz prender até o final.
Nate e Elena cena da fuga em Jetski
Assim como em God of War, Heavenly Swood, e Resident Evil, o jogo possui algumas cutsenes, algo que já não é novidade alguma, mais é bem usado em Uncharted


Além da qualidade gráfica deste game, vale ressaltar a qualidade sonora feita pelos estúdios Skywalker, sim, meus caros, este jogo teve a parte sonora desenvolvida pela mesma equipe do grande George Lucas. As musicas embalam bem as ações, sendo que algumas partes com a ausência delas falam por si só, os sons de riachos, cachoeiras dos ventos sobre a copa das arvores e da fauna local são espetacularmente bem representados. As dublagens são bem feitas acompanhando bem as partes bem humoradas e dramáticas da trama. O game possui uma enorme gama de idiomas, não só em menus e legendas como em dublagens. Estão contido, Espanhol, Francês, Inglês e pasmem, Português. Sim meus caros, Português... Mais o de Portugal. Ah, mais quem importa com isto, pra quem já jogou jogo em japonês, português de Portugal é se torna formidável. Além disso a dublagem é feita com enorme zelo.


Uncharted não chega ser um jogo longo, mais com certeza você não será capaz de fazer 100% dele de uma só vez, por possuir colecionáveis escondidos pelo rico e detalhado cenário, de fato eu gostei muito deste game, ele perde um pouco pelo fato de ser relativamente curto, mais isto é algo secundário frente a experiência de jogá-lo o que é algo muito bom e divertido. Com certeza ele está em uma possível lista minha de top 10 do PS3, Uncharted Drakes Fortune me ganhou pela jogabilidade e história simples e cativante digna de um clássico dos cinemas, e pelo cenário bucólico que me fez lembrar bons tempos de Pitfall no SNES.


Nota: 9.5

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Batman Begins


Normalmente jogos baseados em heróis não são tão rentáveis as produtoras, pelo simples fato de todos eles serem voltados para o público infanto-juvenil e não poder detalhar bem os combates, dando uma vantagem ao herói que se torna quase invencível.

Na atual geração de consoles esta regra caiu por terra com o enorme sucesso causado por Batman Arkhan Asylum e Batman Arkhan City que mostra lutas bastante duras exigindo boa habilidade do jogador. Mais antes mesmo destes dois excelentes títulos, outro game estrelando o Cavaleiro das Trevas se destaca pela qualidade, é Batman Begins para PS2.

O game foi lançado pela Eletronic Arts em 2005 juntamente com o filme de mesmo título, e teve versões  para PS2, Game Cube, Xbox e game boy Advance, não teve um considerável número de vendas. Na época muitos jogadores reclamaram que os quebra-cabeças eram cópias baratas de splinter cell, pois o produtor de ambos era a mesma pessoa. De fato isto não chega a ser uma coisa consideravelmente ruim, mais por se tratar de um título de um herói de quadrinhos os quebra-cabeças foram um pouco mais simplificados.

Uma peculiaridade positiva deste game são as fases que se pode jogar com o Batmóvel. Estas fases possuem uma jogabilidade bem próxima as que encontramos em títulos como Need for Speed. As fases são bem rápidas, mais de qualquer forma agrada pela jogabilidade e pelo visual.
A possibilidade se pilotar o Batmóvel
Falando em visual, neste aspecto o game ganha pontos, os gráficos são muito bons, não chegam a ser ótimos, mais realmente muito bons. O cenário é bem fiel à sombria Gotham e possui elementos interativos, como cordas que se pode pendurar, e pilhas de caixas que se pode derrubar para chamar a atenção de algum vilão armado. Falando sobre os vilões, estes assim como o Batman são bem caracterizados e possuem movimentos bem harmônicos de acordo com a ação.
Passar despercebido é essencial
 A história segue a mesma do filme, claro que com algumas adaptações, cortes e flashback’s.

Outro aspecto bastante interessante que ganha os jogadores são os sons e dublagens. Christian Bale faz a sinistra voz do homem morcego, e as músicas são as mesmas do filme.

Neste game é preciso usar de força psicológica para intimidar alguns inimigos, e conseguir progredir no jogo, mais para que isto aconteça Batman deve agir com extrema destreza e surpreender os capangas armados, já que o homem morcego não é homem de ferro. Batman possui uma barra de respeito, e a medida que esta barra aumenta é mais fácil intimidar os capangas, com o medo eles visualizam o Batman como um demônio.

Os combates de luta são bem feitos e os movimentos bem harmônicos o que torna mais real. Muitos gamers desconhecem este game dando valor somente aos atuais títulos feitos para o Batman. Não querendo comparar os títulos atuais de Batman com o antecessor, mais sim dando o devido valor de cada, Batman Begins tem certo valor, e mostra uma pequena evolução diante aos antigos títulos de vídeo game feito para super heróis com base em filmes. Vendo por esta ótica Batman Begins até que supera a expectativa, mais não passa de uma peça bruta que ainda precisava ser lapidada para ser considerado uma jóia criada para o PS2.

Nota: 8,5

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Wolfenstein 3D


Nesta época de grandes lançamentos de FPS de sucesso e bem próximo a realidade, aproveitei o gancho e fui a fundo capturando o game que foi o percursor da ideia de um FPS, Wolfenstein 3D. Que jogaço! Este jogo remete boas lembranças da minha infância. E depois de matar zumbis, a outra coisa mais legal e prazerosa de se mandar para as profundezas são os nazistas. E este game nos proporcionou esta ótima sensação de uma forma ate então inusitada. Quem jogou vídeo game na década de 90 certamente jogou Wolfenstein 3D e é prova de tudo que falo e falarei neste post sobre este game, vejamos:

Este game foi lançado em 1992 pela Id Softwere, originalmente para rodar apenas em PC, mais com o devido sucesso a produtora lançou o game para várias outras plataformas da época como Atari Jaguar, Game Boy Advance, e Super Nintendo. Sendo esta ultima onde eu conheci este jogo e passava horas na frente da TV aniquilando os sentinelas do 3° Reich.
Tela inicial do game mostra B.J, personagem princiapl, uma mistura de exterminador do
futuro  e  Rambo, ícones da época
Neste jogo você encorpora um agente secreto aliado que deixa ser preso propositalmente para assim infiltrar  na fortaleza nazista desvendar planos nazistas, acabar com todas armas biológicas e frustar os experimentos malignos usando seres humanos como cobaia. Só que esta tarefa toda não é será nada fácil, A fortaleza é lotada de passagens secretas e armadilhas, além de sentinelas afins de chutarem sua bunda gorda Made in USA.

Wolfenstein 3D possuí uma jogabilidade que era uma novidade e tanta na época, que colocava o jogador na perspectiva de visão do personagem que fez tanto sucesso que virou um gênero de game a parte, e até hoje há uma enxurrada de títulos discípulos deste game.
Jogabilidade em primeira pessoa, inovação até então

Além de ser um dos games mais influentes da história Wolfenstein 3D, causou muita polêmica na época pela sua jogabilidade "realista" que incorporava o jogador na pele de um matador, e pelo sangue poligonal que pulsava quando algum personagem era alvejado por tiros ou escalpelado por uma facada.

O gráfico do game era totalmente poligonal, me doí falar isso de um jogo tão bom, mais o gráfico era feio até para época que foi criado, acredito que pela proximidade dos personagens com a tela dava este efeito quadricular aos elementos do game. Muitos colegas meus, na época não jogavam Wolfenstein 3D, por reclamar que dava tonturas e dor de cabeça, efeitos que nunca me ocorreram.
gráficos absolutamente poligonais
Os sons do game é muito bem executados, os barulhos de tiro são bem próximo ao som real, as musicas embalavam a jogatina de forma empolgante. Alguns chefes tinham uma voz macabra justamente para aparecer em lugares que pudesse surpreender o jogador com algum susto.

Diferente dos FPS modernos Wolfenstein 3D não possui uma infinidade de armas, são apenas 3 armas de fogo (pistola, metralhadora e metralhadora giratória) e uma faca. A metralhadora giratória é a arma mais usadas pelos chefões que possuí um nível de dificuldade meio elevado, mais nada fora do normal, salvo o Hitler que vem em uma armadura de robô equipada com quatro metralhadoras giratórias. Para matá-lo é precisos destruir a armadura e depois destruí-lo normalmente, até que não é difícil, o difícil é conseguir manter-se vivo, fugido das rajadas que ele dá em sua direção. A arma mais indicada para matá-lo é a metralhadora giratória, mais tente ser certeiro pois as munições dela vão embora em um susto.
metralhadora giratória, melhor arma contra os chefões
Com tempo e com a fama Wolfenstein 3D teve outros pacotes de fases tipo expansões, onde o próprio jogador poderia criar fases e QG's para colecionar nazistas mortos, além de fases noturnas e mais 3 episódios inéditos.

Wolfentaisn 3D está para o vídeo game assim como Michael Jackson esteve para a música, é um game que envelheceu rápido, confesso, mais que nunca foi ou será esquecido, pelo simples fato de ser o avô de muitos títulos que hoje vendem bilhões e enchem os cofres das produtoras.
Acredito que todos os produtores de grandes FPS como a Activision, a Eletronic Arts entre outras tem em Wolfenstein 3D como seu "jogo de cabeceira" ou manual de como se faz um bom FPS.

NOTA: 10

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Shadow of Rome


Existem bons jogos de ps2 mais que sua van filosofia possa imaginar, e Shadown of Rome é destes bons títulos que são lançados em meio a uma enorme leva de outros títulos de maior sucesso e acabam caindo no ostracismo, infelizmente.

Shadown of Rome é um jogo que mistura elementos de ação e luta, com uma ótima história voltada para aspectos do império Romano onde a corrupção e conspirações eram fatos corriqueiros.

Este game foi criado pelo mesmo produtor da série Onimusha em fevereiro de  2005 e lançado pela Capcom. É um jogo single  player, mais possui dois protagonistas, Octávianus, e Agrippa. Cada um dos protagonistas possuem uma missão característica, Octávianus é um civil, amigo de Agrippa e sobrinho do imperador Julho Cezar que fora misteriosamente assassinado, o maior suspeito da morte do ex-imperador foi Vipsanius um ex general do império romano, braço direito de Cezar e pai de Agrippa (que é um brutamonte, soldado do império). Confiante da lealdade do pai, Agrippa se rebela contra o império e é preso para lutar nas sangrentas arenas de Roma, e ai que Octávianus tem seu importante papel na trama. O garoto de aspecto franzino fica incumbido de fazer as missões de espionagem no melhor estilo “Metal Gear”. Como a destreza de Snake, Octávianus consegue se infiltrar nos palácios e fortalezas romanas sem ser percebido, mais para isso você tem que usar bastante de sua paciência. Diferente de Snake, Octávianus não enfrenta seus adversários, mais os ataca por trás usando vasos como arma. Com um físico semelhante ao do Salsicha ele é presa fácil para os brutamontes de armaduras do império romano. As missões com Octávianus são verdadeiros desafios, daqueles que um simples e impaciente jogador de Bomba Patch não conseguiria resolver.
Os movimentos com Octávianus tem que minuciosos
 Como Octávianus não luta, ele é capaz de fazer armadilhas com cordas ou algum elemento do cenário para derrubar os guardas, mais é algo providencial e tem um efeito rápido, já que estes apenas desmaiam. Para despistar os demais guardas, você pode pegar a armadura do guarda que está desmaiado, mais isto não é certeza de que dará certo, como o físico de Octávianus é de um típico jogador de purrinha e as armaduras nele parecem mais um sino de que um soldado romano, os guardas podem suspeitar de você caso aproxime do angulo de visão deles, a passagem diante os demais centuriões tem que ser discreta e breve, você tem que se esconder em enormes vasos ou atrás de algum móvel. Só assim é possível ter acesso a lugares restritos como o Fórum e o Senado romano.

Mais a parte digna de boa nota deste game, com certeza são os jogos romanos, regrados a sangue em cima de um solo sagrado!

...Aprendi no Spartacus, que debaixo dos pés dos gladiadores não é areia, é um solo sagrado que precisa ser regrado a sangue! O que Doctore fala É LEI!...

Voltando...
As lutas, como não poderiam ser diferente são devidamente sangrentas com cenas fortíssimas dignas dos maiores estádios e teatros romanos. Ponto positivo, a capcom conseguiu descrever bem a atmosfera vivida nos estádios desta época. Agrippa utiliza armas como cimitarras, gládio, machados, lanças, arco e fecha, clavas, espadas e alabardas enormes, além de alguns braços!
Braços??? Sim meu caro, braços, não é Mortal Kombat mas alguns golpes são tão fatais ao ponto de poder partir o membro do inimigo e usa-lo como arma no próprio.
Aqui a carnificina é digna de honra

 ...A carnificina neste jogo é prazerosa!...

As armas grandes e pesadas como algumas claves, espadas e alarbadas é preciso estar com as duas mãos livres para usá-las, e um golpe com uma arma desta poderia ser fatal. Além de armas, o peonagem poderia utilizar elmos e escudos que assim como as armas, também possuem um tempo útil de uso.

Armas maiores podem ser adquiridas ao decorrer das lutas, para isso acontecer é preciso tomar de algum lutador, ou realizando combos bem sangrentos para que a torcida o aclame, sendo assim, eles lhe enviam as armas pesadas. Quando Agrippa e aclamado pelo público também é possível conseguir comida, como pernil, pão e queijo que servem para regenerar o life. Mais isto não é tarefa muito fácil, é preciso distanciar um pouco dos adversários para poder comer, já que não há uma pausa na ação como acontece em outros games, Agrippa fica totalmente vulnerável quando está comendo. Os seus adversários também podem pegar as armas e alimentos que são lançados na arena e usar contra você.
Existem corridas mortais de carruagem no jogo
 A mecânica de luta é semelhante à usada em Onimusha, o que não é nada ruim. Agrippa como um ex-centurião do império é um especialista em batalhas e possui um vasto repertório de golpes, que vão de alguns bem simples até outros que podem matar o opoente instantaneamente. Alguns movimentos podem abrir a guarda do adversário ou livrar-se do risco, como jogar areia nos olhos do inimigo, ou alguma esquiva sobre um oponente de porte maior com limitações em movimentos rápidos.

O gráfico de Shadow of Rome, é bem feito levando em conta que o game é de 2005, mais ao jogar você terá uma leve impressão que nas partes que se joga com Octávianus o gráfico tem um cuidado maior, pode ser pelo aspecto de se retratar fortalezas, praças, e vielas da Roma antiga, ou de mascarar a carnificina que é tida nas arenas.

As músicas do jogo são boas, a cada momento há uma música adequada, que não enjoa e embala bem a jogatina, as dublagens também são bem feitas, já que o diálogo em CG’s também é algo bem usado neste jogo.

Shadown of Rome misteriosamente não fez o devido sucesso que o game merece, tornando-se um jogo cult e “degustado” por poucos jogadores, o que não tira seu mérito de ser uma das grandes obras feita para o PS2.

Nota:9.0

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

FIFA 12


Jogos de esportes normalmente estão a margem da predileção dos gamers mais hardcores, mesmo assim possui muitos fãs mundo afora. O Futebol como o esporte mais popular do planeta, também é o que possui mais adeptos no universo gamer, o que faz com que as produtoras invistam em melhorias fazendo com que os títulos fiquem cada vez mais parecidos a uma partida real, tornando de vez verdadeiros simuladores do esporte bretão.

Cada ano a briga entre a Konami e a Eletronic Arts com os seus títulos PES e FIFA respectivamente, acirra mais. A cada título lançado são feitas algumas melhorias e corrigido alguns erros das versões anteriores, mais sempre algum tenta surpreender com alguma possível inovação na jogabilidade, cada vez mais para cativar novos seguidores e não perder os que já são fieis as franquias.

Neste post falarei do FIFA 12, e suas mudanças em comparação ao título anterior, que já era bom, agora vamos ver ser o se o atual ficou ainda melhor:

Sou adepto aos jogos de futebol desde o SNES com o fantástico super star soccer, e acompanhei este avanço das franquias futebolísticas ao longo das gerações de consoles. Com isso me considero com alguma autoridade em fazer uma análise de um game futebolístico.

O título FIFA em seus primórdios sempre foi bastante criticado pelos gamers, devida sua facilidade e os gráficos que não ajudavam muito. Apesar de ter as licenças de usar nomes e escudos verdadeiros de times e seleções de todo mundo, o título ficava muito a quem de seus concorrentes criados pela Konami, ora o Pro Evolution Soccer, ora Super Star Soccer, ora o Winning Eleven. Todos estes com a mesma essências, mais o nome mudava de acordo com consoles e  de acordo com a região do mundo, basicamente é isto, aprofundarei neste assunto em outro post.

Com os consoles da nova geração, e em um bom nível de excelência atingido pelos criadores da Konami nas eras dos Playstation 1 e 2 e a falta de um concorrente direto que fizesse sombra aos títulos da empresa japonesa, acredito que houve um certo comodismo por parte dos produtores da Konami. Com um enorme número de adeptos aos games de futebol da empresa, a Konami se especializou em lançar um título cada vez mais igual ao anterior sem muita inovações gráficas e principalmente na jogabilidade que não chega a ser ruim mais se tornou cada vez mais manjada.

De olho nesta brecha deixada pelos japoneses foi ai que a Eletronic Arts deu o “pulo do gato” viu a oportunidade de reciclar o seu título que pouco apresentava diante ao PES da Konami. Com os consoles da nova geração o FIFA tomou a ponta como simulador de futebol mais vendido e jogado do mundo, com uma mecânica que lembrasse movimentos reais feito pelos jogadores de futebol durante uma partida, com uma física que se assemelha á realidade, e gráficos muito bem trabalhados e detalhados, isto não contado as licenças de vários clubes e seleções ao redor do mundo.

A versão atual do FIFA tem como ponto positivo principal inovar sem estragar aquilo que já era “Excelente” como diz o Sr. Burns. Os jogaores são dotados de uma inteligência artificial que exige cada vez mais do gamer. Os goleiros estão cada vez mais ágeis e espertos. A nova mecânica de impacto deixa o game com um ar e partida real, aquela coisa de jogador "espectro" não existe mais, e os choques corpo a corpo são inevitáveis. Mesmo sendo uma inovação positiva acredito que a Eletronic Arts deve fazer alguns ajustes nesta mecânica, que ainda apresenta alguns bugs, algumas vezes os jogadores se trombam e provocam algumas quedas desnecessárias e grotescas, mais este erro acontece esporadicamente, são engraçados, mais da mesma forma são frustrantes, acredito na melhoria desta inovadora mecânica no próximo título.
Jogo de contato bem mais reais

O gráfico melhorou, e diferente do PES os rostos dos jogadores no FIFA não parecem feito de borracha, a textura é um pouco mais real, e os closes de câmera na face de cada jogador mostra bem o que estou falando. Os menus, além de estarem mais bonitos, são mais fáceis de mexer, ponto positivo!
O áudio do game está incrível, dá pra se escutar o barulhinho da bola morrendo na rede quando o chute é muito forte, se o time empolga a torcida também empolga e isto é bem satisfatório. FIFA sempre se destacou por ter boas músicas de diversos artistas de todas as partes do mundo, e esta versão não é diferente, temos de Gabriel Pensador a The Storkes. O ponto fraco do áudio, é o game não ter mais a narração brasileira, parece que a EA abandonou de vez, já que a versão anterior também não teve.

Outro fator positivo e que no modo meneger, você encontrará desafios semelhante aos que treinadores de equipes reais encontram como incompatibilidade do elenco, jogadores insatisfeitos com a reserva ou com alguma posição que você possa utilizar improvisado. Estas arestas devem ser resolvidas e não ignoradas, pois os problemas podem refletir dentro de campo.
No modo carreira, jogadores terão "vontade própria"
 O modo online continua semelhante à versão anterior mais houve pequenas melhorias, existe modalidades de confrontos diretos entre amigos ou a possibilidade de buscar um adversário qualquer, como antes. Você pode fazer o seu time on line também e convidar amigos para fazer parte do seu elenco. A todo tempo há campeonatos a serem disputados, e você pode criar sua própria liga e chamar outros jogadores on line para disputarem.

Outra inovação offline é que agora pode-se jogar com até 7 pessoas simultaneamente, controlando a mesma equipe, ou divididos, a escolha é sua.
Goleiros cada vez mais espertos 
Enfim, a Eletronic Arts conseguiu uma coisa quase impossível melhorar aquilo que já estava perto do ideal, o FIFA 12 foi bem modificado em relação a sua versão anterior e o que faz com que torna um desafio cada vez mais difícil ate mesmo para os gamers mais experientes. Se você tinha alguma duvida em comprar ou não comprar o FIFA 12, o que eu te digo é que você esta perdendo tempo se não comprou ainda.A franquia FIFA consegue se reinventar a cada ano, o que faz dele um simulador de futebol que não se prende a uma jogabilidade fácil e previsível.

Nota: 9.5

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Obscure


Atire a primeira pedra aquele que não se interessou por um filme típico de estudantes estadunidenses estereotipados no melhor estilo de “Não é mais um besteirol americano” ou “American Pie”? E se entrelaçar-mos a isto tudo com um filme de terror classe B? Será que dá certo? Bom, de fato se estivermos falando do game Obscure pode ter certeza que sim! De fato não é nada comum ter-mos nomes como Stan, Kenny, Josh e Ashley, como personagens de um game survivor-horror.
Personagens tíicos de filmes "High school"
Obscure é um jogo que se passa em um típico Colégio Norte Americano chamado Leafmore. A história começa quando um dos personagens jogáveis do game, (Kenny), decide ficar até mais tarde no ginásio da escola para jogar basquete. No entanto no fim da atividade ele percebe que sua bolsa foi roubada e então decide procurar o ladrão. Com isso ele se depara com alçapão de porão aberto e decide entrar a procura do bandido.

...Santo chavão Batman, Quanto clichê há neste game, agora só falta um monstro no porão!...
É o que veremos:

Dentro do porão em uma sala parecida a um laboratório clandestino, Kenny encontra um outro aluno do colégio chamado Dan, que está com aparência típica de um habitante da cracolândia. Dan aconselha Kenny a sair dali, pois aquele porão é um lugar bastante sombrio, mais antes deles saírem do local, criaturas estranhas matam Dan, ao tentar fugir alguém fecha as portas do alçapão prendendo Kenny dento do porão.

Os demais personagens entram na história a procura de Kenny que é irmão de Shannon e namorado de Ashley, as duas sentem falta do atleta e chamam o repórter investigativo do colégio (Josh) para ajuda-las. O outro personagem, Stan aparece ao decorrer do game e ele se torna bastante importante pela sua habilidade em abrir portas trancadas.
Como um autêntico co-operative, cada personagem deste game possui habilidades distintas. Stan como um autêntico aluno problema que se adaptaria facilmente em Bullwort Academy (colégio do game Bully), como já disse, Stan é perito em destrancar portas, armários e cadeados.

...Será que o nome STAN para um cara com habilidade de arrombar cadeados foi proporcional?...

Josh, é um repórter amador que é um exímio investigador, Shannon é a garota Lisa Simpson da escola, e Ashley como seu namorado Kenny é uma atleta nata, e como uma lutadora da equipe do colégio, tem facilidade em manusear diferentes armas.

Longe de se destacar entre os games de survivor-horror com uma premissa marcante e bem elaborada, Obscure chega ser um título inovador por ser o primeiro jogo desta natureza com possibilidade de se jogar multiplayer, o que torna o game ainda mais interessante e divertido. De fato esta possibilidade facilita bastante, pois durante todo o jogo é preciso trabalho de equipe, o que de fato é bastante difícil de conseguir jogando sozinho com o computador controlando lerdamente o outro personagem.
Como em Alan Wake a lanterna serve como uma arma
Como em todo game de horror, os itens são bem valiosos, e as munições não são tão fartas quanto em um FPS, ou em qualquer filme do Rambo. Os tiros tem que ser certeiros e as lanternas se tornam armas fundamentais contra as sombras negras que assombram o colégio. A luz do dia é uma arma fundamental em partes mais criticas, para que você consiga utilizá-la como arma é preciso quebrar as janelas, esta interatividade com parte do cenário é um aspecto bem positivo por parte deste game, tanto que podemos ver esta mesma mecânica sendo usada em Alan Wake.
As munições são raridade, os tiros tem que ser certeiros
 Outro aspecto bastante positivo são os sons, música com um coral lírico infantil de fundo faz a atmosfera do game bastante sombria e assustadora em várias partes do game, em outras partes os seus passos sobre o piso de tábua corrida e o silêncio local fazem uma sintonia digna de frio na espinha. As dublagens são bem executadas, não destorcendo voz com as características dos personagens.

Os gráficos não são belíssimos, mais não deixam a desejar. O que vale mesmo a pena são os cortes de câmera, que de fato faz o suspense e apreensão do jogador aumentar. Em contra partida o andar dos personagens parece um pouco “robotizado”, o que poderia ter tido um cuidado maior, mais ao decorrer do game você acaba achando irrelevante. Outro aspecto negativo são os chefes, que muita vezes são repetidos, o que pode ser um facilitador por gravar-mos os ataques dos mesmos mais por outro pode ser frustrante pelo fato de ficar meio previsível demais. Uma gama maior de chefes teria resolvido o problema.

Obscure não chega ser uma obra prima em si, mais se você é dono de PS2, ou de um xbox e gosta se survior-horror é inadmissível que você não tenha jogado este game, que mesmo carregado de clichês se torna interessante pela inovadora mecânica co-operative.

Nota: 7.5

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Jet Li: Rise To Honor


As pessoas que lêem o Batedeira Geek sabem bem como eu sou um fã assumido do estilo Beat Up. Um estilo tão antigo simples e manjado como andar pra frente, mais que não enjoa pela diversão que nos traz!

...O quê? Você não curte Beat Up? Pegue logo suas fraudas e mamadeiras e vá jogar colheita feliz sua mocinha acéfala com decift de testosterona!

Voltando...

No entanto este estilo simples e agradável de game caiu um pouco por terra, pós a geração 16 bit, mais como algumas boas e regulares exceções. Uma delas é o game Jet Li: Rise to Honor, game exclusivo para PS2, do qual falarei neste post.

Como o título do jogo sugere este game foi estrelado pela artista marcial e ator Jet Li, que teve seus movimentos de kung-fu e vozes gravadas para dar vida ao agente policial Kit Yun. Que se infiltra no mundo do crime de Honk Kong para proteger Boss Chiang, um antigo amigo da família de Kit Yun, que decide deixar o crime organizado. Com isso o seu antigo comparsa Kwan tenta assassina-lo para calar de vez Chiang, pois este se tornou um arquivo vivo sobre todas as ações criminosas da organização. No entanto mesmo com os esforços de Kit, Kwan consegue assassinar Chiang, mais no leito de morte ele faz um pedido a Kit, para que ele ficasse encarregado de entregar um envelope contendo informações sigilosas da organização criminosa a sua filha Michelle que vive na cidade de San Francisco nos Estados Unidos. E assim a história do game se passa nestas duas grandes cidades, com Kit sendo perseguido pelos mafiosos chineses para tomar o tão valioso envelope.

A idéia da equipe da Sony ao produzir este game era torná-lo mais próximo possível há um filme de ação. Sem telas de loading e com fases divididas como se fossem cenas. Algumas delas envolvem tiros, batidas de carro, vidros quebrando, persegução com helicóptero e um certo suspense. O que de fato agradou. Mais mesmo com esta meta de aproximar o game há um filme de ação, podemos encontrar alguns defeitos quando se deve ao realismo, como nas cenas de tiroteio, quando Jet Li, digo, Kit se esconde atrás de latões de lixo, ou mesas de escritório e é alvejado por um número escalofabético de tiros de metralhadora e nenhum dano acontece com os esconderijos de Kit. De fato isto não chega atrapalhar o game, mais quebra a proposta da produtora.
Cenas típicas de filmes de ação
Mais a polêmica contida neste game fica por parte da “inovadora” jogabilidade. Para fazer dos movimentos de Jet Li mais fiéis possíveis, a equipe usou um estilo de movimentação a 360 graus, onde o jogador controla o personagem em uma combinação dos botões analógicos, para que haja diversificados golpes que possam atingir dois adversários simultaneamente.
Muitos gamers não se adaptaram bem a este esquema de jogabilidade, o que trouxe algumas árduas críticas ao título. De fato ao iniciar-mos Rise to Honor, a jogabilidade parece estranha e complexa, mais nada que ninguém consiga adaptar ao decorrer do game. Além dos analógicos R3 e L3, o botão R1 serve para defender, e usado em combinação com L1 permite contra-ataques que serão muito úteis em partes delicadas do game, além de ser chave para se derrotar alguns chefões. 

Os gráficos e cenas de ações deste game são bem agradáveis, o que te traz realmente a idéia de estar contido em um filme de ação do Jet Li. O personagem principal é bem parecido com o ator que lhe deu vida, e os personagens secundários parecem ter saído de um filme de ação vindo do oriente, ponto positivo. Os ambientes são bem desenhados, e as ações e golpes interativos com os obstáculos do cenário é um show a parte. Você possui uma barra de adrenalina que quando ativada o personagem comete uma ação como se fosse um especial de jogo de luta. As ações vão de voadoras a motociclistas armados e em movimento, a enorme saltos na vertical com armas que pode ser uma ótima alternativa durante os tiroteios, Não chega a ser artificial, mais como eu já disse, tudo voltado aos filmes de ação.
Super pulos ativados com a barra de adrenalina
 Outro aspecto positivo deste game é sua mecânica de autosave, o que não te faz perder o “timing” da ação. Os save points ocorrem quando há alguma mudança de “cena” no game.
Obstáculos interativos, quando bem usados ajudam bastante
Referente à sonorização e dublagem, Rise To Honor faz um bom trabalho. As músicas e o som das ações fazem uma boa ambientação das cenas. A todo tempo, até mesmo nos combates há diálogos dos personagens, e em todos eles as vozes são compatíveis às características dos personagens. Como a história do game se passa em dois países com idioma distinto, você tem a liberdade de ouvir os idiomas locais, ou colocar tudo em inglês, mais se optar pela primeira opção também há como colocar uma legenda em inglês.

Embora Rise to Honor não seja uma obra prima dos games, os gráfico e sons são bem feitos, a jogabilidade pode ser considerada a parte negativa por parte de alguns jogadores. Com uma história típica de filme de ação, este game será um passatempo para uma tarde apenas, pois não é tão longo, e depois de zerá-lo não haverá nenhum atrativo a mais a não ser costumes de Jet Li como o usado em “O tigre e o Dragão” que são destravados ao fim do jogo. Por mais que a experiência de jogar este game seja curta, ele vale o passatempo, e jogá-lo pode ser uma "questão de honra"!

Nota: 7.0

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

The Club


Bons tempos aqueles em que disputávamos com os amigos, ou com um desconhecido qualquer o topo do ranking do fliperama da venda da esquina. Atualmente este método de pontuação árcade quase entrou em extinção com os consoles da nova geração. Mais eis que The Club surge para suprir esta lacuna.

A história do game e um tanto quanto simples, com uma premissa típica de filme de luta classe B, mais semelhante também à história usada em Twisted Metal, onde vários personagens de partes do mundo são reunidos por um misterioso e excêntrico milionário para competir uns contra os outros em um torneio onde apenas um viverá. Sinistro, não?
No entanto em The Club você não usará carros, irá armado para a linha de frente, como se fosse um gladiador em tempos atuais. ...Ai sim hein!...

O game é em terceira pessoa, onde a meta é acumular mais pontos possíveis, o que parece uma coisa tola e simples, correto? ERRADO! Ora pois! Vejamos por que:

No total são oito personagens jogáveis, sendo dois desbloqueáveis, eles possuem atributos (força, velocidade e resistência) diversificados uns dos outro, adequados a diferentes objetivos.  

No game você possui uma barra de combo chamada Kill Bar, semelhante a alguns jogos de luta. A cada personagem que você vai aniquilando sua Kill Bar será preenchida, mais com tempo ela vai diminuindo, abaixando as multiplicações de seus pontos. Para que isto não aconteça, é necessário que você mate outro personagem mais rápido possível. Sendo assim, haverá um combo, que se acumula a cada morte subsequente. Outro meio de se manter um combo são os tiros na caveira, que são placas com desenhos de crânios em lugares estratégicos das fases. Atirando nestas placas a pontuação é a mesma de quando se mata um personagem, o que recarrega a sua Kill Bar, aumentando o seu combo.
Kill Bar no canto superior direito da tela
A pontuação pode variar do número de inimigos aniquilados, o numero de tiros alvejados pelo jogador, e a forma como você aniquilou os adversários. Os Headshots podem ser bem prazerosos não apenas por vermos os miolos de nossos adversários expostos, mais pelo simples fato de os pontos multiplicarem quando algum inimigo é executado com um balaço na cumbuca.
Outra forma de execução que se faz os pontos multiplicarem são tiros de longa distância e ataque de destreza, como abrir uma porta e conseguir atingir letalmente o inimigo com uma bala apenas.
Matar com estilo multiplica os pontos
Cada torneio tem um lugar e um nível singular, que é dividido em seis rodadas com um objetivo diferente cada. Estes objetivos variam de Time Attack, onde se deve dar voltas em um percurso pré-definido com um tempo determinado. Acumula-se tempo a cada inimigo aniquilado ou a cada timer encontrado pelo percurso. Outro objetivo é que você esta retido em um a delimitada área cercada por inimigos, mais neste desafio não se pode se esconder por muito tempo. Você tem alguns micros explosivos amarrados ao corpo e ao esconder você tem apenas cinco segundos para voltar ao front de combate, caso contrário os explosivos amarrados em você são detonados o que é claro te faz perder a rodada. Loucura, não?
Policial Afro-americano com dobras na nuca, coisa de filme de ação
Além disso há vários games multiplayer, on-line e off-line,  como Team Kill, típico de FPS, mais se adapta bem a este título, e também o modo Skullshorts, bem no estilo caça bandeiras de Pintball, onde sua equipe tem que atirar nas placas com caveira dos seus adversários.
Há cada rodada concluída os participantes são pontuados e é dada sua classificação no ranking.

Em The Club os gráficos e os sons são coisas secundáriás, pois você não terá muito tempo para reparar em detalhes, ou será brevemente alvejado. Mais o que se percebe é que o som, não é nada marcante mais não compromete a jogatina. Em relação aos gráficos, The Club não será o jogo mais belo de PS3 que você irá jogar, mais também não deixa a desejar. Os personagens são bem detalhados, os cenários tiveram uma atenção menor da equipe de produção. Enfim, para um game lançado em 2008 The Club não faz feio. Aliás, ponto para a SEGA em lançar um título de tiro árcade, como já disse, coisa quase extinta em dias atuais.

Apesar de particularmente eu ter achado este game bem divertido, como em todo game, há alguns erros, como a mecânica de abrir portas, que é acionada no botão “X” o mesmo botão que se rola para se esquivar dos tiros. O erro acontece quando se vai abrir alguma porta, e você está conta o tempo, se você apertar o botão antecipadamente o personagem rola ao invés de abrir, isto acontece pelo fato de termos esperar um prompt, ou seja, um comando do game para que a tarefa seja executada, o que te faz perder alguns milésimos preciosos.

De fato The Club agradará mais aqueles gamers saudosistas da época dos árcades, aos que procuram algo mais real este título pode ser algo frustrante. No entanto em The Club, prioriza-se a habilidade do jogador, se você não é apto a este tipo de game não insista, mais se você é um autêntico retro-gamer acostumado a desbancar todo mundo no antigo fliperama, Welcome The Club!

Nota: 8.0

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

GTA 2


Atualmente uma das maiores e mais famosas produtoras de games é a Rockstar, este sucesso veio pela enorme polêmica causada ao lançar o game GTA (Grand Theft Auto), em 1998, para PC e PsOne, neste game você incorporava um criminoso e possuía liberdade de fazer qualquer coisa em uma cidade, como roubar carros,se envolver em brigas,  assaltar pessoas e fazer parte das gangues locais, ou seja, fazer tudo aquilo que o Coringa sempre quis fazer em Gothan, provocar caos.

No entanto o primeiro game da série teve certa repercussão mais pela polêmica em si do que pela qualidade. O segundo GTA teve mais sucesso, pois depois do primeiro causar uma enorme polêmica, ouve um interesse maior do público, e o game foi lançado para outras plataformas além do PsOne e PC, o jogo teve versões para Dreamcast e Game Boy Color.

A segunda versão causou mais polêmica ainda. Além de retratar organizações criminosas reais o game ganhou uma dose a mais de violência, o que fez com que o título fosse proibido em algumas partes do mundo com alegação de que a Rockstar estaria fazendo propaganda para as organizações criminosas além de promover a violência para menores de idade.


...Como se novelas, filmes e até mesmo alguns desenhos não fizessem isto, bando de hipócritas, e viva a Rockstar por fazer um game que tenha tudo aquilo que meu instinto sádico gostaria de fazer na realidade...


...De fato isto se tornou mais uma promoção do título, que por ser proibido aguçou mais a curiosidade do publico gamer e de outras pessoas que até então não possuíam interesse por jogos eletrônicos.

A história do game se passa em um futuro não muito distante, na cidade de Anywhere City, você é um ex-presidiário chamado Claude Speed e possui problemas de aminésia crônica. OS três distritos da cidade possuem suas peculiaridades. Um é a parte central da cidade onde há uma concentração maior de hotéis, cassinos e há uma universidade e um hospital psiquiátrico esta área é disputada entre a Yakuza e Loonies. O segundo é a parte residencial, onde fica a prisão da cidade que é disputada entre a SRS Scientists e Rednecks. O terceiro é o distrito industrial, como o próprio nome sugere, há indústrias e também possui um porto marítimo. Esta área é disputada entre tomada pela Zaibatsu Corporation e Russian Máfia.

Com estas organizações criminosas em constate guerra, e você como um “peixe pequeno” no mundo do crime tem que ganhar pontos com as gangues para se sobreviver nesta selva. Para isso, você tem que tomar partido na guerra, e à medida que sua barra de respeito localizada na parte superior da tela sobe com uma gangue, por outro lado às outras passam a te odiar. Sendo assim, a gangue que você adquiriu respeito te passará algumas missões que você deverá concluí-las para arrecadar dinheiro e progredir no jogo. As missões são passadas via telefone. Para você começar uma nova missão basta atender algum telefone público que ao passar perto de algum, ele automaticamente tocará, e dependendo da cor dos telefones maior é o nível da missão a ser cumprida. As cores são verdes as mais fáceis, amarelas as medianas e as vermelhas as mais difíceis. Se tratando de uma guerra as missões em geral você tem que lesar o inimigo ao máximo, como explodir um prédio rival. Sendo assim, ao você entrar em um distrito dominado por uma gangue inimiga certamente você será alvejado por integrantes locais.
Barra de moral das gangues no canto superior direito
Além disso há algumas submissões como explodir carros em movimento com um lança mísseis, colocar fogo nos pedestres com um lança chamas, explodir o maior número de carros possíveis com um tanque de guerra.
Submissão com tanuqe de guerra
Em uma cidade controlada pelo crime como Anywhere City, a polícia parece não fazer frente a nada, mais por incrível que pareça ela parece ser onipresente, o que pode dificultar sua progressão no mundo do crime. Além disso, ouve um upgrade na inteligência artificial dos policiais em GTA2 se comparando ao primeiro game da franquia. No game anterior os policiais se limitavam em bloquear a estada, o que não dificultava em nada sua fuga. Nesta versão, a polícia te perseguem e fazem ultrapassagem arrojadas, tentando te encurralar cada vez mais. Dependendo o tempo que você está fugindo e o nível de crime que você vai cometendo durante a fuga, o número de policiais a sua procura vai aumentando, podendo a ponto de ser convocada a SWAT e o exercito.
Perseguições policiais podem ser emocionantes
A jogabilidade deste game é bem simples, mais cativante. Alguns gamers mais novos poderiam considerar (como consideram) GTA2 Como grande merda, em se tratando de GTA. Só que a grande maioria não leva em conta que este título foi criado em 1999 e o compara com versões recentes do game.

...O Deus perdoe-os eles não sabem o que falam... desculpem-me pela interrupção, mas alguns pederastas teimam em defecar pela boa falando de GTA2. Sorry!!!

...O som do game é bom, as músicas das rádios dos carros não são conhecidas pelo grande público mais são realmente boas, variando de rock, jazz, ao blues e fazem com que o game se torne cada vez mais divertido, podendo passear pela cidade curtindo o som. Além disso, o game possui um pequeno vídeo de apresentação usando atores reais, coisa bastante usada em games desta época.

Graficamente, o jogo é pouca coisa superior a versão anterior, mais mesmo assim, é bastante limitado. O jogador possui uma visão aérea do game, como se estivesse movimentando uma planta arquitetônica ou uma maquete.

Mesmo com defeitos visuais GTA é um daqueles games que cativa o jogador, mais não podendo levar em conta as versões atuais do título, mais sim se levar-mos em conta a época em que este game foi concebido. Ele pode ser considerado um verdadeiro clássico dos games e cumpre bem o seu papel de um game, que é justamente o de entreter e divertir o jogador.

Nota: 8.5

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pokémon Stadium




Se você foi uma criança na década de 90 com certeza você um dia sonhou em ser um mestre Pokémon. Sim! Acredito que naquela época não era só eu que possuía este tipo de pensamento!...


 O QUE FOI! SIM EU QUIS SER UM MESTRE POKEMON UM DIA, E O QUE HÁ DE MAL NISSO?


1...
2...
3...
Voltando ao normal...


Pokémon Stadium foi um game que nos proporcionou um pouco esta sensação durante as batalhas com os monstrinhos de bolso.


O jogo foi lançado no Japão em 1999 com o nome de Pokémon Sutajiamu Tsu e lançado como Pokémon Stadium em 2000 no ocidente. O jogo desenvolvido pela HAL Laboratory fez um grande sucesso, pois teve seu lançamento programado bem para o auge da série.

Na tela os Pokémons escolhidos pelo jogador
O jogo é em formato de batalhas RPG, onde poderia se escolher entre os 151 Pokémons iniciais da série divididos em 13 diferentes características como: Normal, fogo, água, gelo, elétrico, voador, lutador, psíquico, vegetal, inseto, venenoso, fantasma e de pedra. Além disso, o game possuí 8 minigames muito divertidos que dava para jogar até quatro pessoas simultaneamente.
Um dos ótimos MInigames do jogo

O game é diretamente voltado para o público infanto-juvenil que de fato acompanhava a série, qualquer outro jogador que não assistia a não consegue desenvolver uma boa batalha pois é essencial que se conheça as características dos Pokémons. Levando em conta do game ser voltado para o público infanto-juvenil, um fator consideravelmente positivo no game, eram os comandos simples e fáceis de ser memorizados pelo jogador, mais que poderiam irritar alguns jogadores mais exigentes.


Os gráficos deste game são uma beleza em se levar a época em que este foi desenvolvido.
Os Pokémons possuem aparência bem fieis aos da série. Em contrapartida os cenários são um fracasso a parte, são totalmente vazios e sem vida, até mesmo os ginásios são mal desenhados.

Pokémons bem detalhados, porem os cenários deixam a desejar

O som do game é bom, possui uma musica de fundo que não é marcante mais também não é enjoativa, mais faltou caprichar mais nos sons vindo dos Pokémons que quase são mudos. Além disso possui um narrador que lembra a mala colossal do Galvão Bueno, ou seja, compromete o andamento da “transmissão”. Aliás, imaginem Galvão narrando uma batalha Pokémon:


“haja coração amigo Ash Katchum”.
...
“Vai que é sua Pikachú!”


Que lastima, melhor se nem fizer mais este exercício de imaginação se não terei uma convulsão no Hipotálamo.


Continuando...
Este é o típico game que só é bom para quem gosta do anime, para os demais pode ser uma experiência frustrante e sonolenta. De cara o game agrada, mais depois de algum tempo jogando torna-se enjoativo, pois por mais que se mude de categoria os adversários sempre serão os mesmos, e como não há história no game, não existe a possibilidade de se capturar novos Pokémons. Para suprir isto, há possibilidade do jogador transferir Pokémons do Game Boy para o Nintendo 64 através de uma peça adicional chamada Transfer Pak, mais não anula a bola fora!
Enfim, mesmo com os erros, ainda assim este game conseguiu marcar época no velho e bom Nintendo 64.


Nota: 7,0