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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sunset Riders


Desde pequeno me acostumei assistir filmes westen por influência do meu pai, que aos sábados alugava fitas k7 do gênero e assim passávamos algumas tardes e noites assistindo. Lembro-me que sempre empolgava com os filmes e criava desenhos dos personagens que assistia. E com isso fui tomando cada vez mais gosto por este estilo de filme que mantinha um clichê todo seu, com frases e personagens com personalidade e comportamentos quase sempre pré-definidos.

Certa vez conheci um jogo chamado Sunset Riders para Super Nintendo, e como não poderia ser diferente tive de adquirir aquele jogo de faroeste para o SNES, pois ele unia tudo aquilo que eu gostava, jogar Beat up, e ainda mais com o tema do velho oeste, uma inovação até o momento. Tempos depois soube da existência de um outro jogo de Faroeste chamado Cawboy Kid, desenvolvido para o NES, mais até então os meus olhos só estavam voltados para Sunset Riders.

O jogo é um típico Run n’ Gun, (gênero muito semelhante ao Beat up) onde podemos atirar em tudo e todos que vemos e pegar todos os itens que encontramos pelo caminho, e consiste em uma jogabilidade simples e eficaz como andar, atirar, pular para se esquivar de algum tiro ou subir em alguma coisa. Ou seja, um estilo simples e cativante, bem usado em décadas anteriores. Além da boa jogabilidade este game lhe dava opção de se jogar multiplayer, o que fazia o jogo mais divertido ainda, pela quantidade de tiros que tínhamos na tela.
Screenshot do game

A história do jogo se passa no oeste americano, (como não poderia ser diferente) e era bem simples, típica de filmes Westen da época. O game possuía quatro personagens que o jogador poderia escolher entre eles, Stive, Billy, Bob e Cormano o único deles com aparência de mexicano e o melhor para se jogar, em minha opinião. Stive e Billy usavam como arma uma pistola que possuía tiros mais rápidos e Bob e Cormano usavam espingardas que tinham  tiros um pouco mais lento mais possuía uma área de alcance angular maior. 
Diferente de hoje, roupa colorida na época era coisa de homem
Os quatro eram caçadores de recompensas e cruzavam o velho oeste americano atrás de perigosos criminosos, que não poderia ser diferente também era como os clichês dos filmes do gênero. Índio malfeitores, mexicano fora-da-lei, assaltantes de banco, sequestradores de dançarinas de cancan indefesas e por ai vai o vasto menu de bandidos ambientados no velho oeste. Uma receita simples mais infalível. A cada início das oito fases do game apareciam cartazes com o rosto do procurado, a famosa frase: “Procurado vivo ou morto” e a recompensa que aumentava de acordo com o grau dificuldade da fase e do chefe.
Índio escapelador, um dos chefes finais do game
Considerando-se um game de 1991, possuía gráficos bonitos e funcionais com cenários detalhados, que mesmo com muitos elementos na tela a mecânica de movimentos dos personagens não era afetada com lentidão e respondiam bem os comandos. O jogo é bastante colorido uma estratégia bem executada pela Konami, desenvolvedora do game, isto maquiava um pouco os serrilhados de imperfeições do gráfico.
Outro fator positivo deste game eram as músicas bem ambientadas e o som ambiente que respondiam bem as ações dos personagens, como explosões, galopes dos cavalos, som do trem e até mesmo as vozes dos chefes.
Tela final do game
Na minha concepção este game abriu as portas do gênero Westen no universo dos games, mais até hoje este gênero ainda é pouco utilizado pelas empresas do ramo. Para a atual geração de consoles temos dois títulos de sucesso (Call of Juarez e Red Dead Redemption) e nada mais, uma pena! Sunset Riders é um daqueles jogos que maçaram época, pela simplicidade que o torna extremamente divertido e cumpre muito bem sua meta. Se você jogou este game sabe bem de que eu estou falando!

Nota: 9,0

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Kane and Lynch: Dog Days 2


Jogar Kane and Lynch: Dog Days 2 nos lembra esta assistindo mais um programa sensacionalista de cume policial, pelo simples fato de estar-mos contido no jogo por um angulo tanto quanto peculiar deste tipo de programa.

O Game se passa nas ruas, vielas e galerias do sub-mundo de Xangai, na China.
Lynch é um sociopata mantido a base de remédios tarja preta. Recebe seu parceiro Kane, um matador profissional, para fazer um serviço sujo para criminosos de Xangai. No entanto durante a execução do serviço, Kane mata a pessoa errada, a filha de um criminoso local que comanda o poder paralelo e a polícia simultaneamente. A partir daí o jogo se resume em atirar e se esquivar dos milhares de tiros que vem em sua direção por todos os lados. Mais com algumas pausas para interlocuções da história do game.
Keane o matador, Lynch o sociopata
A meta do jogo é escapar de matadores de aluguel, policiais e capangas. Os inimigos possuem uma inteligência artificial consideravelmente boa, pois sempre se preocupam em atacar pelos flancos podendo lhe pegar desguarneço. No entanto não podemos dizer os mesmo das pessoas que vagam pelo cenário, que ficam correndo aleatoriamente ou andando despreocupadamente enquanto o tiro rola solto diante de seus olhos, este é um dos pontos fracos deste game. Mas o mais frustrante no game é o tempo de jogo que possui cerca de umas 3 horas e meia de jogatina apenas. No entanto, no jogo você tem 24 horas para fugir da China, mais este tempo não é cronometrado em tempo real, serve apenas para marcar as horas do dia em relação às fases e situações diversas do game.

Os gráficos no geral é considerado bom, o efeito de filmagem lembrando uma gravação de celular ajuda a esconder algumas imperfeições de textura que acabam tornando um charme à parte, pela ambientação que lembra filmagens do youtube, o que pode ser também um tiro no próprio pé da produtora, pelo fato de muitos gamers acharem este aspecto um tanto quanto estranho e enjoativo, pelo fato da câmera oscilar no momento em que os personagens correm pelo cenário.

Os dois personagens do game são cativantes, e possuem diálogos engraçados entre si e carregados de palavrões. O jogo possui opção coperative Multiplayer Online e Offline, sendo uma boa opção para se jogar com um amigo. Este game se passa na maior parte do tempo pela visão de Lynch, e Kane é controlado pelo jogador apenas na ultima missão do game.

Por possuir um aspecto de vídeo caseiro, cada headshot em um inimigo, as imagens do rosto do capanga alvejado são tampadas com um efeito de mosaico típico de programas policiais, além disso, as cenas de nudez também recebem este efeito que incorpora a proposta do game, não sendo algo tido como ponto negativo. Há uma cena de CG que pode ser cortada pelo jogador, e é justamente a cena que mais impressiona, por possuir um aspecto tanto quanto perturbador, onde os personagens do game são capitulados e torturados. A fase se consiste em fugir do local com o corpo nu todo retalhado por estilete.
Censura  nudez e aos headshots típica de programas policiais
O game foi desenvolvido para PS3, Xbox360, e PC no ano de 2010 pela empresa dinamarquesa IO Interactive, a mesma que produziu Freedon Fighters, e Hitman. Foi publicado pela Edios e Square Enix, não teve um "boom" de vendas e popularidade, mais Kane and Lynch: Dog Days 2 conseguiu cativar um bom número de jogadores pela sua proposta inovadora de ser rodado ao estilo de vídeos caseiros, pelo enredo envolvente, personagens cativantes com problemas e limitações dignas de pessoas reais, jogabilidade simplória mais não enjoativa, que lembra um pouco o estilo de jogo dos antigos Run N' Gun das décadas passadas, mais peca no curto tempo de jogo.

Nota: 8,0