terça-feira, 12 de junho de 2012

Os 10 maiores casais do mundo dos games



Hoje se comemora o dia dos namorados em terras tupiniquins, e como não poderia ser diferente o Batedeira Geek não poderia ficar fora desta “pegação”, digo, comemoração e fazer um post especial listando os 10 maiores casais do mundo dos games para você e sua(seu) parceira(o) lerem abraçadinhos e se inspirarem nas histórias, acompanhem:

10° Lugar: Diddy Kong e Dixie Kong (Donkey Kong)

Como não lembrar-mos deste casal? Que ilustra muito bem a mágica do primeiro amor? Aquele lá do tempo de 3ª série lembra? Da época em que dividíamos o pacote de biscoito e a caixinha de toddynho, e quando “estávamos de mau” nos afastávamos e 5 minutos depois estávamos colados feitos “pão e manteiga” novamente. 

Pois bem, Diddy e Dixie representam muito bem esta mágica infantil do primeiro amor, pela amiga(o) da infância. Aquele amor que não há beijos e amassos, mais é tão sincero e verdadeiro que mesmo que o tempo passa jamais esqueceremos.

9ºLugar: Nate Drake e Elena Fisher (Uncharted)

O aventureiro Nate Drake e a astuta jornalista Elena Fisher, sejam talvez o casal mais “na moda” do mundo dos games. Provavelmente você conheça um casal que teve o início de seu relacionamento como os dois começaram, ou quem sabe o seu próprio relacionamento tenha começado como o dos dois, que a primeira vista com ar de reprovação de ambos, um não suporta o jeito do outro, se amam mais não querem demonstrar, pelo contrário a todo momento fica frizando que não se suportam. 

E foi assim em Uncharted Drakes fortune no qual escrevi neste post, mais bastou os dois passarem por algumas situações delicadas na história do game para unirem forças e agirem juntos. Em alguns momentos Drake salva a mocinha, e a mocinha também salva Nate, mais juntos eles são mais fortes.

Mesmo com Drake sendo seduzido pela bela morena Chloe Frazer em Uncharted 2, foi neste game que depois de um longo tempo distante Nate e Elena se reencontram e se assumem como um casal, lindo não?

8° Lugar: Link e Princesa Zelda (Zelda)

O que seria do mundo dos games sem a Nintendo e suas “complexas” histórias de princesas sequestradas e o mocinho para salva-las? Vendo desta ótica podemos perceber que a Nintendo está para os games assim como a Disney está para o cinema, confere? (mais ainda bem não criaram musicais para games, odeio aquela coisa de xícara, bule, cadeira, e quaisquer seres inanimados cantando e dançando uma música no improviso que nem ensaiaram, mais todos sabem os paços da dança e a letra da musica).

...Voltando ao raciocino...

Zelda não é a primeira, e não será a ultima princesa sequestrada da Nintendo a fazer o seu mocinho desbancar meio mundo para salva-la, e para fazer isto o cara precisa ser muito apaixonado pela sua amada assim como é Link por Zelda.

7° Lugar: Mário e a Princesa Peach (Super Mário)


Este talvez seja um dos mais antigos, famosos e problemático casal do mundo dos games. Antigos, pois desde os primórdios dos games a história de Mario quase sempre se baseia nisso, salvar a princesa sequestrada por Bowser, famoso por se tratar de Mario e não se fala mais nisto, problemático, porque sabemos que a princesa adora dar um passeio na suíte presidencial do castelo do Browser, pois não é possível que ela possa ser tão tapada assim, sempre ser seqüestrada e sempre de forma parecida. Azar do bigodudo.

6º Lugar: Duke Nukem e suas “primas” (Duke Nukem)


Você pode estar pensando, se debatendo e me ofendendo: “Mais que facínora, Duke não é nada romântico, além disto, é polígamo feito um homem bomba e suas 72 virgens no paraíso”.
É ai que você se engana meu caro, Duke se irrita com qualquer ser que chegar perto para maltratar e ofender alguma de suas “primas” em Duke Nukem Forever isto é evidente quando um dos inimigos ofende as irmãs gêmeas, que dão “suporte” a Duke.
Ele pode ser polígamo, mais em todo momento suas “assistentes” são protegidas pelo garanhão.

5º Lugar: Gwendolyn e Oswald (Odin Sphere)


Este é um dos casais mais adversos do mundo dos games, onde Gwendolyn vai vingar o amado, Basicamente é isto! Mentira, a mais amor entre os dois que nossa vã filosofia possa imaginar. Gwendolyn é uma Valkiria filha de Odin, e quando nasceu foi prometida em casamento ao Rei do inferno, Ônix. Mais a mesma quando crescida se apaixona por Oswald, que é o guerreiro das trevas.

Ônix propõe ao guerreiro Oswald que ele matasse o Dragão Leventhan, em troca o guerreiro poderia se casar com Gwendolyn, mais tudo não passou de uma emboscada para matar Oswald que na luta contra o dragão acaba seriamente ferido, Gwendolyn o salva matando o temido dragão Levernthan, impressionado com a bravira da valkiria, Ônix permite que Gwendolyn saia com Oswald levando-o para o castelo e salvando sua vida. Ah!... O amor sempre vence! E é bom Oswald nunca pisar na bola com Gwendolyn pois ela já mostrou que é forte pra caramba!

4° Lugar: Monkey e Trip (Enslaved: Odyssey to the West)


Existe algo mais romântico do que estar ligados entre si por suas próprias vidas. Nesta situação se encontram os protagonistas de Enslaved, Monkey e Trip, onde se um morrer o outro também morre. Trip tem um poder que acredito eu toda esposa, namorada ou ficante gostaria de ter, ela colocou na cabeça de Monkey uma espécie de coroa controladora. Desta forma, ele involuntariamente deve seguir os caminhos trilhados por ela. 

A sorte dele é que o jogo se passa em um mundo pós apocalíptico, pensa bem se fosse nos dias atuais ele tendo que sair para fazer compras com ela enquanto ela experimenta 1001 pares de sapato ainda fica na dúvida em qual levar enquanto ele espera tudo com os olhos lacrimejando e o cartão de crédito na mão pronto para ser assaltado pela própria parceira?! Tenso não!? Por estas e por outras o 4º lugar é de Monkey e Trip.

3° Lugar: Prince e Elika (Prince of Pérsia)


O jogo bem que poderia se chamar "Princess of Pérsia", pois estamos falando de uma versão meio deturpada do grande clássico. Nesta versão temos Prince que de príncipe não tem nada, apenas o nome, ele é um jovem andarilho que em uma tempestade de areia perde o seu burro e quando vai a busca do animal tromba de forma casual com a princesa Elika, uma linda moça que fugia desesperadamente e ao trombar com prince tem uma típica cena de filme escolar americano, onde os livros caem e ambos abaixam para pegar trocando olhares, é clichê? Claro que é, mais funciona! Após trocarem olhares Eika logo explica a Prince que estava fugindo de seu pai (um rei deturpado) e seus vilões.

Além de ser um exímio guerreiro com espadas, Prince possui uma rara habilidade de subir e escalar as paredes e sempre leva Elika pendurada em suas costas. Mais nem sempre o rapaz consegue vencer os obstáculos, mais ele possui a ajuda de Elika que tem poderes sobrenaturais de flutuar por um pequeno momento e acaba auxiliando-o a subir a alguns lugares antes impossíveis e salvando-o de quedas nos abismos. Desta forma Prince e Elika formam um casal que um sempre completa a limitação do outro.

2º Lugar; Sr e Sra Pac Man (Pac Man)


Como fazer um relacionamento durar tanto tempo sem cair na mesmice? Pergunte a Sra e o Sr Pac Man! Eles estão juntos desde 1980, e foram o primeiro casal a protagonizar um namoro firme no mundo dos games, e desta linda relação tiveram Junior que é símbolo deste amor tão firme e duradouro do Sr. E da Sra Pac man. Um verdadeiro exemplo de família perfeita!

1º Lugar: Wander e Mono (Shandow of Colossus)

Para mim esta é a maior prova de amor dos games, mais por outro lado traz uma pequena lição a nós que quando estamos cegos pelo amor fazemos qualquer coisa em prol da pessoa amada, mesmo que estas coisas não são certas.

Pois bem, Wander é um pequeno guerreiro de um povoado que acreditava que sua amada Mono era uma pessoa amaldiçoada e decidem sacrifica-la. Com a morte de Mono ele fica desolado e montado em seu fiel cavalo Agro vai até o vale proibido e faz um pacto com Dormim, uma entidade sem corpo, uma espécie de voz misteriosa (hora masculina hora feminina). No pacto a Voz misteriosa pede que ele faça um juramento que mataria todos os colossus que habitavam a região. Mesmo sabendo que os colussus eram seres passivos, Wander ignora toda e quaisquer conseqüência em busca de um único ideal ressuscitar sua amada.

Menções Honrosas


Ken e Eliza poderia estar muito bem engrandecendo esta lista, seria o casal décimo primeiro colocado. Não entrou na lista principal pois Street Fighter tem um enredo tão consistente quanto um pudim de paçoca, e como a lista só vai até 10 fica aqui a homenagem a mais este belo casal que se casou após o Ken vencer o torneio Street Fighter II.

Sonic e Amy poderiam entrar para a lista, mais enquanto ela se derrete por ele,  porco espinho prefere correr atrás de argolas, vai entender um dia ele aprende. Por isto vou deixar para talvez uma próxima lista.


Mai Shiranui e And Bogard é um casal que passa pelo mesmo problema de Sonic e Amy. Enquanto Mai se derrete publicamente pelo o amado o cara prefere lutar para vencer o torneio The King of Fighters, para ele aprender, quem sabe na próxima lista ele entra.

Cloud e Tifa poderiam entrar na lista, mais toda lista de casais apaixonados de games que vejo tem que ter os dois ou algum outro casal de Final Fantasy, tem alguns clichês que são ótimos, mais este eu quis burlar a regra, e preferi colocar Odin Sphere pois é um jogo mais legal que Final Fantasy, e também deixa esta história convencional de casal dos games.


Cody e Jessica poderia entrar facilmente na lista, ainda mais por Final Fight ser um game tão legal, mais fica para próxima.


Na verdade quem pega quem, nós não temos certeza, mais que eles se pegam ah isto nós sabemos! O elenco de Resident Evil é tipo o elenco de Friends ali não tem este papinho de "pegô baba" estão mais para "lavou tá nova", com um elenco tão grande assim e cheio de amor para dar, era impossível escolher um casal apenas, então resolvi homenagear todos de forma igualitária.

 AH O AMOR! Como um sentimento tão nobre como este poderia ficar sem uma data só sua?! E nesta levada é que terminamos o post especial do dia dos namorados, espero que gostem, e seu(sua) namorado(a) também!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Max Payne 3



Poucos jogos desta atual geração de consoles conseguiu me prender com tanta veemência, posso citar uns quatro bons exemplos: God of War, Assassin’s Creed (série), Uncharted (trilogia), e Batman Arkhan Asilum (Acreditem ainda não joguei o Arkhan City. Sim! Eu também não me perdôo por isso).

É claro que teve outros ótimos jogos tão bons quanto estes acima, como o Red Dead Redemption, L. A. Noire, Medal of Honor, Skyrim e outros que também me prenderam bastante, mais os quatro anteriores não os considero melhores mais sim, acredito que a narrativa da história foi um pouco mais frenética a ponto de logo querer dá prosseguimento na labuta.

O ultimo grande jogo que teve esta perspicácia foi o grande lançamento da Rockstar neste ano, Max Payne 3. Ai você me pergunta: O que faz deste game tão envolvente?
Acredito que a Rockstar criou um game com uma narrativa cinematográfica, mais sem esquecer sua essência contida nos primeiros jogos da série, além de melhoras consideráveis na jogabilidade e gráficos exuberantes descrevendo com franqueza as favelas de São Paulo, o que de fato quando anunciado, que o game se passaria no Brasil houve um frenesi, em sites e fóruns de games em torno desta afirmativa. Todos, inclusive eu, tinham medo de ver uma São Paulo meio carioca, tirada diretamente de filmes como Tropa de Elite e Cidade de Deus. Mais acredito que houve por parte da Rockstar um estudo das características do local e do comportamento da população.

Na minha ótica a fictícia favela Nova Esperança retratada no game, reproduz com certo realismo as favelas paulistas. Além da favela há cenários como botecos, bordel, boate, estádio de futebol (acredito que não há um time brasileiro com uma estrutura tão boa quanto ao time fictício Galantis F.C), ferro velho, aeroporto, metrô, escritório das empresas Branco, mansões, Rio Tietê (mais limpo e navegável como nunca). De fato o Rio Tietê possui parte navegável na região de sua nascente na Serra do Mar, ele se torna o que conhecemos quando chega a São Paulo, mais como o jogo se passa em São Paulo capital os gringos trataram de “limpar” o Tietê por completo. Outro cenário que vale destacar são as ruas da metrópole, que não foram descaracterizadas, placas de trânsitos e orelhões nas cores dos orelhões da "telefônica" descrevem bem isto.
São Paulo não está ali fielmente retratada, mais de fato não houve a tal “carioquização” da metrópole paulista como muitos diziam que iria haver.  
Tiroteio em Nova Esperança, favela fictícia do game
Sobretudo só de saber que um game de uma empresa que mantém uma fama de prezar sempre pela qualidade e é reconhecida pela polêmica de seus games, fazer do Brasil cenário de uma de suas obras, faz com que nós brasileiros ficamos mais curiosos e envolvidos com o desenrolar da história.

História esta que dá seguimento a série de jogos do PS2, XBOX, e PC que estava esquecida e com um dedo de poeira nos porões Californianos da Rockstar. Eis que a empresa que nunca dá tiro no escuro em seus lançamentos teve a brilhante idéia de trazer de volta o a tona o detetive mais barra pesada de NYDP, agora querendo apagar seus fantasmas em doses de whisky e analgésicos em terras “Brasilis.

Max vem ao Brasil a convite de Raul Passos, um antigo amigo que trabalha como segurança de magnatas brasileiros. A vinda de Max acontece, pois o mesmo tem a cabeça caçada em Nova Jersey (ultima cidade onde morou nos EUA) e em todo território norte americano, isto acontece após Max assassinar Tony de Marco, filho de Anthony de Marco, um poderoso e influente gangster local.

Morando na cidade de São Paulo Max Payne é segurança particular de Rodrigo Branco, um magnata brasileiro do ramo imobiliário, e adepto as baladas regadas á mulheres, whisky e farinha que o Maradona curte. Em meio a uma destas baladas loucas. A bela esposa de Rodrigo Branco é seqüestrada por uma gangue conhecida como comando sombra, uma espécie de PCC fictício, que tem como chefe Serrano, uma espécie de Zé Pequeno dos games.

A partir deste momento Max se envolve de vez na trama a ponto de colocá-lo como homem mais procurado de São Paulo, tanto pela polícia tanto pelo poder paralelo.

O game retrata o personagem principal com expressões sempre fechadas e com um físico pouco mais debilitado devido a idade e o vício em whisky e analgésicos. Desta vez Max está de cabeça raspada e barba maior, o que torna o personagem visivelmene mais brutal. Os movimentos de Max são um pouco mais lentos do que nos game anteriores, nada que o venha atrapalhar a erradicar um exército inteiro de facínoras, mais serve para ilustrar bem a passagem do tempo na vida de Max.  

O efeito Bullet-time, popularmente conhecido como câmera lenta do Matrix, foi aprimorado e dá mais ação ao game, nada mais espetacular do que acertar um balaço do inimigo e a ver atravessar seu crânio e miolos como uma faca na manteiga!...

Vocês não acham isto legal? Não?!...

Estão todos condenados a passarem o restos de suas vidas sentados no colo do Boss de Dante’s Inferno!..

...Voltando ao estado normal de consciência!...

O efeito Bullet-time ou camera lenta Matrix
O life de Max pode ser regenerado se drogando com analgésicos, o que faz Max ficar momentaneamente tonto com os remédios, e a outra forma é usando a mecânica Last Man Standing, que te proporciona uma câmera lenta para alvejar o inimigo que está te matando, mais isto só pode acontecer caso o tiro que você tomar não for um tiro letal, ou na cabeça ou um tiro de uma arma de grosso calibre a queima roupa, o que trona o game mais difícil e desafiador.

mecânica Last Man Standing de regeneração do life
O Multiplayer de Max Payne é bastante divertido e viciante, é possível a montagem de clâns, customizar seus armamentos e personagem. As customizações vão de tênis, sapatos e chinelos a serem escolhidos, até caracterização facial, passando por cabelo, cor de pele dentre várias roupas e equipamentos que ao longo que seu personagem vai subindo de nível vai adquirindo dinheiro para serem destravados. Cada equipamento possui um benefício e um malefício, exemplo, o colete a prova de balas te dá resistência mais em contra partida te deixa mais lento.

A dublagem e músicas que ambientam Max Payne 3 pode ser hora um ponte forte, hora um ponto fraco do game, As músicas de funk com letras bem pesadas ouvidas no game na favela e no bordel, descreve bem o cenário que quiseram retratar, partes do jogo temos também músicas do rapper paulista Emicida, ao meu ver as músicas foram bem escolhidas e transmite bem ao jogador a atmosfera do game. O que deixa a desejar em certos momentos são as dublagens que parecem feitas por brasileiros que não falam a língua nativa por muito tempo, ou então atores dignos do cast da novela mutantes. Em momentos de ira os palavrões saem de forma tão forçada que parece uma criança quando começa aprender falar, em outros momentos não há sincronia da ira do personagem com a fala ouvida. Mais o mais desagradável é existir tantos brasileiros falando inglês fluentemente. Seria uma maravilha se isto fosse verdade, mais de fato ao meu ver esta é a maior bola fora do game. Nada que estrague. Certa forma é engraçado ao meio do tiroteio ouvir algum xingamento, bandidos se vangloriando e te ameaçando em português.

Ao jogar Max Payne tive uma pequena impressão de estar jogando mais do mesmo só que com visíveis melhorias, O jogo tem narrativa similar a Kane and Lynch Dog Days 2 (do qual escrevi neste post), não estou comparando ambos, Max Payne é infinitamente melhor, apenas a narrativa, á atmosfera, a barra que os personagens passam para se safar de bandidos e polícia simultaneamente é similar. Em minha opinião Max Payne superou a expectativas que eu tinha em torno deste título, transbordando clichês típicos de filmes de ação. Um ótimo jogo para quem gosta de ótimos jogos, tiroteios em terceira pessoa sem cessar, além de uma história envolvente contada de forma cinematográfica, no melhor estilo “Duro de Matar”.

Nota: 10

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Homefront





Você já imaginou a hoje mais poderosa e influente nação do mundo sendo invadida, devastada, e dominada por outro país? Difícil de acontecer né!? Mais para os produtores da THQ não! Além da ousadia de imaginar poderio econômico e hibélico Estadunidense cair por terra eles foram mais longe, colocaram as Coréias do Sul e do Norte unificadas e deram o premio Nobel da paz ao novo ditador da Coréia do Norte Kim Jong-unn, que após o falecimento do pai assumiu o poder e reunificou as Coréias. E por tal façanha, além de ganhar o Nobel da paz, tomou uma posição de líder mundial, além de ter o seu país como chefe do conselho de segurança da ONU. Tudo muito surreal não!? Mais ou menos! Após a morte de Kim Jong-il (o pai), no dia 19 de dezembro de 2011, o filho Kim Jong-unn assumiu o poder. Neste quesito os produtores da THQ acertaram na mosca, levando em conta que o game foi lançado no dia em Março de 2011.

Curiosidades a parte vamos ao que interessa...

Como já disse, Homefront foi lançado em Março de 2011, é um game de guerra (não me diga?), em primeira pessoa (FPS), e como quase todo FPS que se preze, houve um furor imenso em torno deste lançamento tudo isso por ser baseado em um tema "real" e por existir esta imagem dos Estados Unidos um país inabalável e intransponível. E o game mostra totalmente o contrário, mostra um país em ruínas com um cenário caótico bem típico daqueles que encontramos em filmes ao estilo guerra dos mundos, em que a terra do Tio San é invadida por naves e alienígenas destroem que vêem pela frente ou algum super-vilão tipo Lex Luthor que quer colocar a nação e o mundo e ruínas, até aparecer o super herói em questão, com culhões super poderosos e chutar a bunda dos vilões para bem longe até que volte tudo ao normal. Mais não, aqui a ficção é um pouco mais palpável a realidade. Em Homefront tudo acontece em um futuro próximo, mais precisamente no ano de 2027. O país vive uma crise energética sem precedentes, o que logicamente afeta diretamente na economia, com o país em caos, aproveitando da situação, a Coreia então proclama guerra aos Norte Americanos, que com problemas estruturais e financeiros mal podem resistir, tendo sua população torturada e dominada pelos coreanos.

Sem um exercito oficial para oferecer resistência aos coreanos, alguns militares e até mesmo civis americanos se reúnem e criam uma espécie de força de resistência contra os orientais e rebeldes mercenários, Algo que torna o game bastante interessante, lembrando um pouco outro game, Freedom Fighters, para PS2, PC e XBOX.
Além disso, outro aspecto positivo é que o jogo se passa em sua maior parte em lugares antes habitados das cidades. Os tiroteios rolam em vilas, vielas, becos, e até mesmo escombros de residências, bastante interessante o que difere do "modelo campo aberto" como em Call of Duty ou outros games do gênero.

Militares e civis formam a força de resistência
Os produtores do jogo abusaram de cenas chocantes, usando cenas semelhantes as que vemos em imagens do holocausto, como pais sendo baleados na frente dos filhos, tortura em massa, vala lotada de cadáveres no qual seu personagem tem que se misturar entre os mortos para fugir das balas, entre outras cenas fortes, além das belas imagens como as da capa do jogo (uma das mais bonitas e representativas em minha opinião), que são exibidas nas telas de loading que a todo tempo lembra o massacre dos nazistas na segunda guerra. De fato não acho que isto é um ponto negativo, até por que traz a tona verdadeiros genocídios que são feito em guerras, mais não é qualquer tipo de pessoa que aguentaria assistir tais brutalidades insanamente muito bem representadas. Então se você for jogar este jogo lembre-se de tirar as crianças, idosos, e quaisquer outras pessoas ou mariquinhas que tenham nervosinho de ver sangue ou miolos explodindo com um balaço na testa, retire todos da sala.

Cenas de massacres e torturas são comuns no game
Sendo um jogo de guerra, esta carnificina em abundancia não pode ser considerada um ponto negativo, mas ao meu ver o game poderia ter um gráfico melhorado. Não chega a ser uma tragédia, mais deixa a desejar, lembrando-se que este título foi lançado em março de 2011, e em comparação com o Medal of Honor lançado em 2010 os gráficos de Homefront ficam devendo, e parece que não houve um tratamento de acabamento e polimento das imagens, mais nada que chegue a "ferir os olhos".

O Som do game é bem representado, como não poderia ser diferente a todo tempo há explosões, que são bem detalhadas e a trilha do jogo que dita o ritmo das missões! As dublagens são bem feitas e as vozes condizem com a personalidade e estereotipo dos personagens, o som das armas também são empolgantes, além do grito de misericórdia de algum inimigo ao ser alvejado.

A jogabilidade é bem tradicional, se você esta acostumado com Call of Duty ou Medal of Honor, por exemplo, não haverá problemas. A THQ inteligentemente preferiu não alterar o que é bom. 

Apesar de se passar em 2027, não há armas de munição a laser e nada deste tipo, o que há de alteração nisso são alguns tanques guiados via satélite, e uma arma ou outra que possui uma mira onde se vê a alma do inimigo indo embora com um balaço na testa!... Brincadeira, tentei descrever de uma forma superlativa que as armas do game possui uma mira descomunal, só isso! 
Caos nos EUA e armas bem semelhante as atuais
O modo on-line, pouco testei, talvez não tenha tanta propriedade para falar de tal, já que não joguei muito, mais o pouco que joguei achei ruim, pois os mapas são enormes, e como sou novato no on-line do game fui facilmente alvejado diversas vezes por campers espalhados por toda parte. Diferente de outros FPS que mesmo o jogador novato pode ter alguma chance de se desenvolver, Homefront eu não tive tanta perspectiva além de não me interessar. Meu foco neste game foi realmente pelo enrredo que envolvesse um pouco do cenário mundial mesmo que fictício, mais que engloba conflitos atuais com a ficção. Mais o frustrante é que em algumas horas mais precisamente 5 horas e meia você fecha a campanha, o game termina sem mais nem menos, é como se alguém arrancasse a ultima página de um livro muito interessante que você estava lendo e louco par saber o final. Logo um game com um tema tão bom, que poderia ser bastante explorado a THQ deixa a desejar.

Enfim, Homefront é um bom game? Sim é! Com algumas ressalvas é claro, não espere dele a mesma intensidade de um Call of Duty, mais se você pretende jogá-lo veja-o como Homefront apenas! É melhor não ir achando que jogará um FPS top, e sim um bom FPS e nada mais. Se você gosta de histórias relacionadas às guerras vale a pena à experiência de jogá-lo, agora se você gosta de apenas jogar FPS por jogar, o game pode ser tedioso logo nos primeiros minutos, nada te surpreenderá. No entanto em minha opinião, Homefront mesmo não sendo "tão bom como Call of duty" como os produtores haviam prometido, é um game que tem o se valor pela ousadia de sua história.

NOTA: 8,0




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Uncharted Drake's Fortune



Este é um daqueles jogos que me remete a boas lembranças de excelente jogos que jogava em minha infância ou de algum filme da sessão da tarde. Uncharted Drake's Fortune é um titulo exclusivo do PS3, lançado pela Naughty Dog (a mesma do Crash), e traz a tona histórias como as de Indiana Jones, Lara Croft e Pitfall. 

O envolvente enredo de Uncharted se passa em torno de Nathan "Nate" Drake, um corajoso, irônico e inconsequente caçador de tesouros que percorre os quatro cantos do mundo em busca de um tesouro encontrado pelo Corsário Inglês Sir Francis Drake, (possível antepassado de Nate) que viveu durante o século XV. Durante a história Nate tem auxílio de dois carismáticos coadjuvantes Victor "Sully" Sullivan, que é um homem mais velho e encrenqueiro, e que quando mais novo era um caçador de tesouros e antiguidades assim como Nate, e também da bela, curiosa e corajosa jornalista Elena Fisher que documenta tudo com sua inseparável câmera e trabalha para um canal de tv que patrocina as expedições de Nate, além disso Elena divide seu tempo no game em ser ajudante e donzela em perigo. Alguns clichês ali outros aqui mais quem importa, isto que dá um tom nostálgico a trama.
Nate e Sullivan
A maioria do game Nate segue sozinho, mais os demais personagens aparecem em partes pontuais da história, e a presença deles é algo que com certeza irá te ajudar e muito. Simplesmente porque Nate está atrás de um grande e antigo tesouro, e como aprendemos em Indiana Jones um tesouro atrai bastante a cobiça dos sacripantas de plantão, e em Uncharted  a história segue bem este roteiro.


 Logo no início do game encontramos Nate e a jornalista Elena em um barco em meio ao oceano alçando do fundo do mar um caixão que seria do antepassado de Nate, mais ao abrir a urna não há nenhum corpo presente, Drake simulou a própria morte e dentro do caixão colocou uma importante pista de onde encontrar  tesouro, logo após este acontecimento, o barco de Drake é atacado por malfeitores que desconfiavam que Nate havia descoberto o cobiçado tesouro, e dai a aventura começa. Esta parte do jogo é bem tranquila, os inimigos não são muitos e as armas deles são pistola 9 milimetros (a mais fraca do jogo). Digamos que esta parte é para o jogador aprender os comandos e se adaptar a jogabilidade, e a jornalista lhe ajuda bastante, e ao decorrer do jogo lhe ajudará em partes sufocantes, assim como Sullivan.
Nate e Elena em uma cena de ação

O jogo se passa em sua maior parte em uma ilha misteriosa e paradisíaca próximo as Américas Central e do Sul. Os cenários são de uma mata totalmente preservada com lindas cachoeiras, praias e ruínas exuberantes, tudo isto em um gráfico quase foto-realista de tirar o folego do jogador. Certas cenas do jogo a riqueza de detalhes é tão grande que o jogador se perde em meio a um tiroteio para admirar o cenário. A folhagem, o balanço e reflexo das águas a luz do sol passando entre a copa das arvores tudo isto foi muito bem representado neste game além de possuir uma física muito boa, por exemplo, se Nate entra em um riacho e molha só as pernas, quado sair da água apenas as pernas estarão com aspecto molhado.
Cenários deslumbrantes, quase foto-realista
A jogabilidade deste game é muito boa para não apelar para o excelente. Quando se joga Uncharted, temos a sensação de estar-mos aproveitando o melhor utilizado de algumas grandes franquias como Assassins Creed, Price of Persia, Tomb Raider, uma pitada de Gears of War e o suspense de Resident Evil na ultima parte do game. Em algumas partes requer o uso do sistema Sixaxis (sistema de movimentação do dualshock 3), para se equilibrar em algum tronco sobre o rio ou abismo, e necessário o uso da movimentação do controle, para lançar alguma granada também requer este tipo de movimentação.
Para se movimentar em cima de troncos é necessário o uso do Sixaxis
As cenas de tiroteio são realmente bastante divertidas, a mira do game é no estio "por cima dos ombros" o que de fato é algo muito bom, ainda assim você pode escolher sobre o ombro direito ou esquerdo. Algumas armas possui a possibilidade de se aproximar ainda mais, lembrando que este benefício é restrito as armas de precisão. Nate não possui life, mais como em FPS em Uncharted o life fica por conta do numero de tiros você sofre e o dano fica explicito quando a tela vai perdendo cor ficando em preto e branco com manchas vermelhas simulando sangue nas quinas da tela.


Além de cenas de tiros temos cenas de luta, elas são necessárias quando não há munição já que Nate como um ser humano qualquer pode carregar apenas duas armas, sendo uma leve no coldre e outra pesada nas costas além de suporte para 4 granadas, mais você pode escolher das armas que caem de algum inimigo morto. As cenas de luta não são tão boas como as de tiros, mais nada que comprometa, o que dificulta mais e não deixa de ser legal     é que se você estiver em meio a um tiroteio for para a luta e houver mais de um inimigo atirado em sua direção, você continua sofrendo dano do mesmo jeito, ou seja, o jogo não para só porque você está lutando.
Cenas de luta, não são tão boas quanto as de tiro, mais não chegam ser ruins
Nate não é muito resistente a tiros, algo que se torna positivo, já que não usa nenhuma proteção como colete, armadura, ou capacete aprova de balas. Os inimigos são relativamente espertos, costumam atacar pelos flancos e esconder dos tiros, mais o nível de resistência deles sobem ao decorrer das fases, no início são apenas capangas relativamente despreparados, mais adiante aparece uma espécie de grupo de elite fortemente armado e equipado mais nada que headshots resolva.


O jogo possui alguns quebra-cabeças, mais nada muito complicado, ainda á um agravante que facilita bastante é o mapa de Nate que é uma espécie de manual para se resolver os desafios.


Algumas cenas de ação do game são de tirar o fôlego como perseguições de carros no meio da selva e a beira de um precipício, Fugir de tiroteio a bordo em um jetski contra uma forte correnteza. Outro aspecto legal de se destacar são os cortes de cena e mudança de fase sem loading, isto se torna o jogo fluente e ainda mais agradável, o que te faz prender até o final.
Nate e Elena cena da fuga em Jetski
Assim como em God of War, Heavenly Swood, e Resident Evil, o jogo possui algumas cutsenes, algo que já não é novidade alguma, mais é bem usado em Uncharted


Além da qualidade gráfica deste game, vale ressaltar a qualidade sonora feita pelos estúdios Skywalker, sim, meus caros, este jogo teve a parte sonora desenvolvida pela mesma equipe do grande George Lucas. As musicas embalam bem as ações, sendo que algumas partes com a ausência delas falam por si só, os sons de riachos, cachoeiras dos ventos sobre a copa das arvores e da fauna local são espetacularmente bem representados. As dublagens são bem feitas acompanhando bem as partes bem humoradas e dramáticas da trama. O game possui uma enorme gama de idiomas, não só em menus e legendas como em dublagens. Estão contido, Espanhol, Francês, Inglês e pasmem, Português. Sim meus caros, Português... Mais o de Portugal. Ah, mais quem importa com isto, pra quem já jogou jogo em japonês, português de Portugal é se torna formidável. Além disso a dublagem é feita com enorme zelo.


Uncharted não chega ser um jogo longo, mais com certeza você não será capaz de fazer 100% dele de uma só vez, por possuir colecionáveis escondidos pelo rico e detalhado cenário, de fato eu gostei muito deste game, ele perde um pouco pelo fato de ser relativamente curto, mais isto é algo secundário frente a experiência de jogá-lo o que é algo muito bom e divertido. Com certeza ele está em uma possível lista minha de top 10 do PS3, Uncharted Drakes Fortune me ganhou pela jogabilidade e história simples e cativante digna de um clássico dos cinemas, e pelo cenário bucólico que me fez lembrar bons tempos de Pitfall no SNES.


Nota: 9.5

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Batman Begins


Normalmente jogos baseados em heróis não são tão rentáveis as produtoras, pelo simples fato de todos eles serem voltados para o público infanto-juvenil e não poder detalhar bem os combates, dando uma vantagem ao herói que se torna quase invencível.

Na atual geração de consoles esta regra caiu por terra com o enorme sucesso causado por Batman Arkhan Asylum e Batman Arkhan City que mostra lutas bastante duras exigindo boa habilidade do jogador. Mais antes mesmo destes dois excelentes títulos, outro game estrelando o Cavaleiro das Trevas se destaca pela qualidade, é Batman Begins para PS2.

O game foi lançado pela Eletronic Arts em 2005 juntamente com o filme de mesmo título, e teve versões  para PS2, Game Cube, Xbox e game boy Advance, não teve um considerável número de vendas. Na época muitos jogadores reclamaram que os quebra-cabeças eram cópias baratas de splinter cell, pois o produtor de ambos era a mesma pessoa. De fato isto não chega a ser uma coisa consideravelmente ruim, mais por se tratar de um título de um herói de quadrinhos os quebra-cabeças foram um pouco mais simplificados.

Uma peculiaridade positiva deste game são as fases que se pode jogar com o Batmóvel. Estas fases possuem uma jogabilidade bem próxima as que encontramos em títulos como Need for Speed. As fases são bem rápidas, mais de qualquer forma agrada pela jogabilidade e pelo visual.
A possibilidade se pilotar o Batmóvel
Falando em visual, neste aspecto o game ganha pontos, os gráficos são muito bons, não chegam a ser ótimos, mais realmente muito bons. O cenário é bem fiel à sombria Gotham e possui elementos interativos, como cordas que se pode pendurar, e pilhas de caixas que se pode derrubar para chamar a atenção de algum vilão armado. Falando sobre os vilões, estes assim como o Batman são bem caracterizados e possuem movimentos bem harmônicos de acordo com a ação.
Passar despercebido é essencial
 A história segue a mesma do filme, claro que com algumas adaptações, cortes e flashback’s.

Outro aspecto bastante interessante que ganha os jogadores são os sons e dublagens. Christian Bale faz a sinistra voz do homem morcego, e as músicas são as mesmas do filme.

Neste game é preciso usar de força psicológica para intimidar alguns inimigos, e conseguir progredir no jogo, mais para que isto aconteça Batman deve agir com extrema destreza e surpreender os capangas armados, já que o homem morcego não é homem de ferro. Batman possui uma barra de respeito, e a medida que esta barra aumenta é mais fácil intimidar os capangas, com o medo eles visualizam o Batman como um demônio.

Os combates de luta são bem feitos e os movimentos bem harmônicos o que torna mais real. Muitos gamers desconhecem este game dando valor somente aos atuais títulos feitos para o Batman. Não querendo comparar os títulos atuais de Batman com o antecessor, mais sim dando o devido valor de cada, Batman Begins tem certo valor, e mostra uma pequena evolução diante aos antigos títulos de vídeo game feito para super heróis com base em filmes. Vendo por esta ótica Batman Begins até que supera a expectativa, mais não passa de uma peça bruta que ainda precisava ser lapidada para ser considerado uma jóia criada para o PS2.

Nota: 8,5

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Wolfenstein 3D


Nesta época de grandes lançamentos de FPS de sucesso e bem próximo a realidade, aproveitei o gancho e fui a fundo capturando o game que foi o percursor da ideia de um FPS, Wolfenstein 3D. Que jogaço! Este jogo remete boas lembranças da minha infância. E depois de matar zumbis, a outra coisa mais legal e prazerosa de se mandar para as profundezas são os nazistas. E este game nos proporcionou esta ótima sensação de uma forma ate então inusitada. Quem jogou vídeo game na década de 90 certamente jogou Wolfenstein 3D e é prova de tudo que falo e falarei neste post sobre este game, vejamos:

Este game foi lançado em 1992 pela Id Softwere, originalmente para rodar apenas em PC, mais com o devido sucesso a produtora lançou o game para várias outras plataformas da época como Atari Jaguar, Game Boy Advance, e Super Nintendo. Sendo esta ultima onde eu conheci este jogo e passava horas na frente da TV aniquilando os sentinelas do 3° Reich.
Tela inicial do game mostra B.J, personagem princiapl, uma mistura de exterminador do
futuro  e  Rambo, ícones da época
Neste jogo você encorpora um agente secreto aliado que deixa ser preso propositalmente para assim infiltrar  na fortaleza nazista desvendar planos nazistas, acabar com todas armas biológicas e frustar os experimentos malignos usando seres humanos como cobaia. Só que esta tarefa toda não é será nada fácil, A fortaleza é lotada de passagens secretas e armadilhas, além de sentinelas afins de chutarem sua bunda gorda Made in USA.

Wolfenstein 3D possuí uma jogabilidade que era uma novidade e tanta na época, que colocava o jogador na perspectiva de visão do personagem que fez tanto sucesso que virou um gênero de game a parte, e até hoje há uma enxurrada de títulos discípulos deste game.
Jogabilidade em primeira pessoa, inovação até então

Além de ser um dos games mais influentes da história Wolfenstein 3D, causou muita polêmica na época pela sua jogabilidade "realista" que incorporava o jogador na pele de um matador, e pelo sangue poligonal que pulsava quando algum personagem era alvejado por tiros ou escalpelado por uma facada.

O gráfico do game era totalmente poligonal, me doí falar isso de um jogo tão bom, mais o gráfico era feio até para época que foi criado, acredito que pela proximidade dos personagens com a tela dava este efeito quadricular aos elementos do game. Muitos colegas meus, na época não jogavam Wolfenstein 3D, por reclamar que dava tonturas e dor de cabeça, efeitos que nunca me ocorreram.
gráficos absolutamente poligonais
Os sons do game é muito bem executados, os barulhos de tiro são bem próximo ao som real, as musicas embalavam a jogatina de forma empolgante. Alguns chefes tinham uma voz macabra justamente para aparecer em lugares que pudesse surpreender o jogador com algum susto.

Diferente dos FPS modernos Wolfenstein 3D não possui uma infinidade de armas, são apenas 3 armas de fogo (pistola, metralhadora e metralhadora giratória) e uma faca. A metralhadora giratória é a arma mais usadas pelos chefões que possuí um nível de dificuldade meio elevado, mais nada fora do normal, salvo o Hitler que vem em uma armadura de robô equipada com quatro metralhadoras giratórias. Para matá-lo é precisos destruir a armadura e depois destruí-lo normalmente, até que não é difícil, o difícil é conseguir manter-se vivo, fugido das rajadas que ele dá em sua direção. A arma mais indicada para matá-lo é a metralhadora giratória, mais tente ser certeiro pois as munições dela vão embora em um susto.
metralhadora giratória, melhor arma contra os chefões
Com tempo e com a fama Wolfenstein 3D teve outros pacotes de fases tipo expansões, onde o próprio jogador poderia criar fases e QG's para colecionar nazistas mortos, além de fases noturnas e mais 3 episódios inéditos.

Wolfentaisn 3D está para o vídeo game assim como Michael Jackson esteve para a música, é um game que envelheceu rápido, confesso, mais que nunca foi ou será esquecido, pelo simples fato de ser o avô de muitos títulos que hoje vendem bilhões e enchem os cofres das produtoras.
Acredito que todos os produtores de grandes FPS como a Activision, a Eletronic Arts entre outras tem em Wolfenstein 3D como seu "jogo de cabeceira" ou manual de como se faz um bom FPS.

NOTA: 10

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Shadow of Rome


Existem bons jogos de ps2 mais que sua van filosofia possa imaginar, e Shadown of Rome é destes bons títulos que são lançados em meio a uma enorme leva de outros títulos de maior sucesso e acabam caindo no ostracismo, infelizmente.

Shadown of Rome é um jogo que mistura elementos de ação e luta, com uma ótima história voltada para aspectos do império Romano onde a corrupção e conspirações eram fatos corriqueiros.

Este game foi criado pelo mesmo produtor da série Onimusha em fevereiro de  2005 e lançado pela Capcom. É um jogo single  player, mais possui dois protagonistas, Octávianus, e Agrippa. Cada um dos protagonistas possuem uma missão característica, Octávianus é um civil, amigo de Agrippa e sobrinho do imperador Julho Cezar que fora misteriosamente assassinado, o maior suspeito da morte do ex-imperador foi Vipsanius um ex general do império romano, braço direito de Cezar e pai de Agrippa (que é um brutamonte, soldado do império). Confiante da lealdade do pai, Agrippa se rebela contra o império e é preso para lutar nas sangrentas arenas de Roma, e ai que Octávianus tem seu importante papel na trama. O garoto de aspecto franzino fica incumbido de fazer as missões de espionagem no melhor estilo “Metal Gear”. Como a destreza de Snake, Octávianus consegue se infiltrar nos palácios e fortalezas romanas sem ser percebido, mais para isso você tem que usar bastante de sua paciência. Diferente de Snake, Octávianus não enfrenta seus adversários, mais os ataca por trás usando vasos como arma. Com um físico semelhante ao do Salsicha ele é presa fácil para os brutamontes de armaduras do império romano. As missões com Octávianus são verdadeiros desafios, daqueles que um simples e impaciente jogador de Bomba Patch não conseguiria resolver.
Os movimentos com Octávianus tem que minuciosos
 Como Octávianus não luta, ele é capaz de fazer armadilhas com cordas ou algum elemento do cenário para derrubar os guardas, mais é algo providencial e tem um efeito rápido, já que estes apenas desmaiam. Para despistar os demais guardas, você pode pegar a armadura do guarda que está desmaiado, mais isto não é certeza de que dará certo, como o físico de Octávianus é de um típico jogador de purrinha e as armaduras nele parecem mais um sino de que um soldado romano, os guardas podem suspeitar de você caso aproxime do angulo de visão deles, a passagem diante os demais centuriões tem que ser discreta e breve, você tem que se esconder em enormes vasos ou atrás de algum móvel. Só assim é possível ter acesso a lugares restritos como o Fórum e o Senado romano.

Mais a parte digna de boa nota deste game, com certeza são os jogos romanos, regrados a sangue em cima de um solo sagrado!

...Aprendi no Spartacus, que debaixo dos pés dos gladiadores não é areia, é um solo sagrado que precisa ser regrado a sangue! O que Doctore fala É LEI!...

Voltando...
As lutas, como não poderiam ser diferente são devidamente sangrentas com cenas fortíssimas dignas dos maiores estádios e teatros romanos. Ponto positivo, a capcom conseguiu descrever bem a atmosfera vivida nos estádios desta época. Agrippa utiliza armas como cimitarras, gládio, machados, lanças, arco e fecha, clavas, espadas e alabardas enormes, além de alguns braços!
Braços??? Sim meu caro, braços, não é Mortal Kombat mas alguns golpes são tão fatais ao ponto de poder partir o membro do inimigo e usa-lo como arma no próprio.
Aqui a carnificina é digna de honra

 ...A carnificina neste jogo é prazerosa!...

As armas grandes e pesadas como algumas claves, espadas e alarbadas é preciso estar com as duas mãos livres para usá-las, e um golpe com uma arma desta poderia ser fatal. Além de armas, o peonagem poderia utilizar elmos e escudos que assim como as armas, também possuem um tempo útil de uso.

Armas maiores podem ser adquiridas ao decorrer das lutas, para isso acontecer é preciso tomar de algum lutador, ou realizando combos bem sangrentos para que a torcida o aclame, sendo assim, eles lhe enviam as armas pesadas. Quando Agrippa e aclamado pelo público também é possível conseguir comida, como pernil, pão e queijo que servem para regenerar o life. Mais isto não é tarefa muito fácil, é preciso distanciar um pouco dos adversários para poder comer, já que não há uma pausa na ação como acontece em outros games, Agrippa fica totalmente vulnerável quando está comendo. Os seus adversários também podem pegar as armas e alimentos que são lançados na arena e usar contra você.
Existem corridas mortais de carruagem no jogo
 A mecânica de luta é semelhante à usada em Onimusha, o que não é nada ruim. Agrippa como um ex-centurião do império é um especialista em batalhas e possui um vasto repertório de golpes, que vão de alguns bem simples até outros que podem matar o opoente instantaneamente. Alguns movimentos podem abrir a guarda do adversário ou livrar-se do risco, como jogar areia nos olhos do inimigo, ou alguma esquiva sobre um oponente de porte maior com limitações em movimentos rápidos.

O gráfico de Shadow of Rome, é bem feito levando em conta que o game é de 2005, mais ao jogar você terá uma leve impressão que nas partes que se joga com Octávianus o gráfico tem um cuidado maior, pode ser pelo aspecto de se retratar fortalezas, praças, e vielas da Roma antiga, ou de mascarar a carnificina que é tida nas arenas.

As músicas do jogo são boas, a cada momento há uma música adequada, que não enjoa e embala bem a jogatina, as dublagens também são bem feitas, já que o diálogo em CG’s também é algo bem usado neste jogo.

Shadown of Rome misteriosamente não fez o devido sucesso que o game merece, tornando-se um jogo cult e “degustado” por poucos jogadores, o que não tira seu mérito de ser uma das grandes obras feita para o PS2.

Nota:9.0